Morta em confronto, travesti fazia uso de drogas, cuspiu e tomou a arma de policial durante abordagem

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Movimentação policial no local da ocorrência (Foto: Enviada ao Enfoque MS)

A travesti morta em confronto com uma equipe da Polícia Militar na tarde dessa segunda-feira (16) na praça da Catedral de Santo Antônio, no centro de Campo Grande, foi identificada apenas pelo primeiro nome social, de Gabriela, de 27 anos, e que seria usuária de entorpecentes e suspeita de furtos na região central.

Sobre a dinâmica, o tenente Ivan Llano, do 1º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policialmente na região central, esclareceu para a imprensa que a travesti investiu no momento em que um grupo que estava na região da praça da igreja recebeu a ordem para a revista.

Durante os fatos, houve resistência, sendo necessário a imobilizaram dos envolvidos. Nesse momento, a travesti teria aproveitado o descuido de um dos policiais e retirado a arma do coldre, apontando na sua direção e ameaçando disparar.

Imediatamente, outro militar que participava da ocorrência interveio, atirando três vezes contra a travesti, ferindo-a na coxa, quadril e no abdômen. O SAMU e o Corpo de Bombeiros foram deslocados e levaram a vítima para a Santa Casa, porém, não resistiu e faleceu ainda no caminho.

Testemunhas e conhecidos da travesti afirmaram que ela estava fazendo uso de drogas no momento da abordagem, juntamente com outras pessoas. Uma faca foi apreendida com outra pessoa abordada no local.

Comerciantes e frequentadores da região central sustentam que o número de usuários de entorpecentes é grande e parece que aumentou ainda mais nos últimos anos. Eles cobram o reforço no policialmente e da assistência social por parte do Município.