Dados da Secretaria do Estado de Saúde (SES) apontam que três casos de Mpox foram notificados em Campo Grande neste início de ano. Do total, um foi descartado mediante análise laboratorial, enquanto outros dois seguem em investigação. O boletim chega junto à confirmação do primeiro caso do ano no País, registrado na última terça-feira (17), em Porto Alegre (RS).
A pasta alertou para a expectativa de aumento nas notificações de casos suspeitos ao longo dos próximos meses em razão da maior sensibilização da vigilância epidemiológica entre profissionais de saúde.
“A SES permanece monitorando a situação de forma contínua, adotando todas as medidas preconizadas pelos protocolos vigentes e garantindo o acompanhamento oportuno dos casos notificados”, destacou a secretaria em nota.
No Brasil, já são 62 casos confirmados de Mpox, segundo dados do painel epidemiológico do Ministério da Saúde. A maior concentração é em São Paulo, com 44, e no Rio de Janeiro, com nove. Até o momento, não há óbitos confirmados.
Histórico da Mpox em Mato Grosso do Sul
Desde o início do monitoramento da doença, o Estado contabiliza 760 notificações. Somente em 2025, foram 67 suspeitas registradas, das quais 11 tiveram confirmação laboratorial, segundo dados do Painel MAIS (Monitor de Apoio às Informações em Saúde).
As confirmações em 2025 ocorreram majoritariamente entre pessoas de 30 a 39 anos, faixa que concentrou 54% dos casos. Entre indivíduos de 40 a 49 anos, foram quatro confirmações, enquanto a faixa de 20 a 29 anos registrou um único caso confirmado.
Os números demonstram que, embora o volume atual de notificações em 2026 ainda seja baixo, o histórico recente reforça a necessidade de vigilância ativa e diagnóstico precoce.
O que é a Mpox?
A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo MPXV (vírus da mpox), pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. Trata-se de uma zoonose viral, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos, além de ocorrer transmissão entre pessoas por meio de contato direto com lesões, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados.
Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento de linfonodos e o surgimento de lesões cutâneas que podem evoluir para crostas.
O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais, especialmente testes moleculares ou sequenciamento genético. A coleta é feita, preferencialmente, a partir da secreção das lesões. Quando estas já estão secas, são encaminhadas as crostas para análise em laboratórios de referência no Brasil.
Embora a maioria dos casos apresente evolução benigna, a identificação precoce, o isolamento adequado e o monitoramento clínico são fundamentais para conter a disseminação da doença e evitar complicações.




















