Deflagrada na manhã dessa quinta-feira (26) pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), a Operação Camuflagem cumpriu oito mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, todos expedidos pelo Poder Judiciário, após representação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Segundo a informação, a investida é consequência das investigações das fases anteriores da Operação Tromper. O objetivo é apurar a prática do crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.
Um dos integrantes da organização criminosa investigada estaria utilizando uma rede estruturada de apoio composta por pessoas físicas e jurídicas interpostas, com a finalidade de movimentar recursos financeiros, ocultar patrimônio e frustrar bloqueio patrimonial.
A estrutura investigada envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de sua família.
Entre os alvos da ação está um empresário de Sidrolândia, identificado pelo apelido de ‘Frescura’, que já foi condenado a 3 anos de prisão por obstrução da Justiça por ‘dar o balão’ no Gaeco na Operação Tromper.
Ele seria um dos operadores do esquema chefiado pelo então vereador campo-grandense Claudinho Serra. Frescura possui duas condenações no contexto da Operação Tromper, que revelou desvio de mais de R$ 20 milhões de dinheiro público.
Atualmente, cumpre recolhimento domiciliar noturno em Sidrolândia. Durante as buscas em sua casa, as equipes do Gacoc realizaram uma varredura até mesmo no telhado para procurar por celular e outras provas que podem ter sido descartadas.




















