Base governista aciona Alcolumbre para rever quebra de sigilo de Lulinha

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Imagem que consta do requerimento (Foto: Reprodução/Senado)

Parlamentares alegam erro em votação da CPMI do INSS e pedem suspensão da decisão

A votação que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS pode ser revista. A base governista acionou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que analise a manutenção ou não da decisão tomada pela comissão.

A representação oficial, assinada por 14 parlamentares, foi protocolada na noite desta quinta-feira (26). No documento, os senadores pedem a “imediata suspensão dos efeitos da votação simbólica” e alegam que o resultado proclamado não corresponde ao que teria ocorrido na sessão. Segundo o grupo, foram 14 votos contrários e sete favoráveis à quebra de sigilo, o que configuraria irregularidade no procedimento.

De acordo com interlocutores da presidência do Senado, Alcolumbre deve examinar documentos, fotos e vídeos que serão anexados à representação. A análise contará com o apoio da Advocacia da Casa, da Polícia Legislativa e da Secretaria-Geral da Mesa, que deverão se manifestar com base no Regimento Interno.

A controvérsia envolve a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em sessão marcada por bate-boca entre parlamentares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado sobre o assunto nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, mas não comentou o caso. Segundo o Planalto, não há previsão de conversa entre Lula e Alcolumbre nem de reunião com senadores nos próximos dias.

O episódio ocorre em meio a um ambiente de tensão entre o Senado e o governo federal. Na quarta-feira (25), Alcolumbre não colocou em votação um projeto que previa incentivos fiscais para datacenters e deixou perder a validade a Medida Provisória 1318/25, que tratava do programa Redata, o que ampliou o desgaste político com o Executivo.

Agora, caberá à presidência do Senado decidir se mantém ou suspende os efeitos da votação da CPMI, enquanto a base governista sustenta que houve falha na condução do processo.