Campo Grande inicia 2026 com alta na abertura de empresas e economia aquecida

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(Foto: PMCG)

Capital lidera criação de novos negócios em MS e mantém uma das menores taxas de desemprego entre capitais brasileiras

Com mais empresas abertas, mercado de trabalho aquecido e uma carteira robusta de investimentos públicos e privados, Campo Grande iniciou 2026 consolidando sua posição como principal polo econômico de Mato Grosso do Sul. Os dados constam no Boletim Econômico de janeiro, elaborado pelo Observatório de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades).

O levantamento aponta crescimento consistente da atividade econômica, fortalecimento do empreendedorismo e ampliação de oportunidades de emprego, refletindo um ambiente considerado favorável aos negócios. Segundo o município, o cenário é resultado de políticas voltadas à desburocratização, segurança jurídica, incentivo à formalização e promoção do desenvolvimento sustentável.

Abertura de empresas lidera no Estado

Somente em janeiro, Campo Grande registrou a abertura de 546 novas empresas — número que representa parcela significativa das 1.254 constituídas em todo o Mato Grosso do Sul no período. O resultado mantém a Capital na liderança estadual na criação de novos empreendimentos e reforça seu papel central na economia regional.

A maior parte das empresas abertas pertence ao setor de serviços, responsável por 78,31% dos novos registros. O comércio aparece em seguida, com 19,4%, enquanto a indústria representa 2,23% das constituições.

O desempenho evidencia a predominância das atividades de prestação de serviços especializados e aponta para uma diversificação gradual da base econômica local.

Mercado de trabalho segue em crescimento

O mercado de trabalho também iniciou o ano em ritmo positivo. Na primeira semana de janeiro, a Fundação Social do Trabalho (Funsat) ofertou 1.151 vagas de emprego. Até o dia 26 do mês, o número já havia subido para 1.213 oportunidades em diferentes áreas profissionais.

No cenário estadual, Mato Grosso do Sul encerrou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 2,4%, a menor da série histórica. Em Campo Grande, o índice foi de 3,1%, colocando a Capital entre as quatro menores taxas de desocupação entre as capitais brasileiras.

Os indicadores reforçam a capacidade da economia local de gerar empregos formais, ampliar renda e sustentar o consumo interno.

A expectativa é de movimentação ainda maior em março, com a realização da COP15, evento que deve reunir mais de três mil participantes e impulsionar setores como comércio, serviços e turismo.

Investimentos impulsionam infraestrutura

O município também prevê uma série de investimentos estruturantes ao longo de 2026, voltados à modernização urbana e ao fortalecimento do ambiente de negócios.

Entre os principais projetos estão:

  • reforma do Aeroporto Internacional de Campo Grande, com investimento estimado em R$ 300 milhões;
  • ampliação do Shopping Campo Grande, com previsão de 150 novas lojas;
  • revitalização da antiga rodoviária;
  • implantação da Casa do Comércio, na região central.

No campo do crédito produtivo, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste aprovou R$ 129 milhões em financiamentos já na primeira reunião do ano. A expectativa é disponibilizar até R$ 3,5 bilhões ao longo de 2026 para apoiar setores empresariais e rurais.

Crescimento aliado ao planejamento sustentável

De acordo com o secretário municipal da Semades, Ademar Silva Junior, os resultados refletem o planejamento estratégico adotado pela gestão municipal.

Segundo ele, os indicadores demonstram a confiança do setor produtivo na cidade e o impacto das políticas públicas voltadas ao empreendedorismo e à atração de investimentos.

O secretário destaca ainda que o crescimento econômico está alinhado ao planejamento urbano e à responsabilidade ambiental, com foco na organização da expansão da cidade e na melhoria da qualidade de vida da população.

Mesmo diante de desafios do cenário nacional, como juros elevados e pressão inflacionária, a avaliação da Semades é que Campo Grande apresenta capacidade de adaptação e resiliência econômica. A combinação entre geração de empregos, abertura de empresas e investimentos estruturantes projeta continuidade do crescimento ao longo de 2026.