Na Tribuna, Federação pede suspensão dos consignados de servidores junto ao Banco Master

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Foto: CMCG

A Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais de Mato Grosso do Sul (Feserp/MS) pede a suspensão dos descontos de consignação em folha de pagamento (crédito consignado) vinculados ao Banco Master. O apelo foi feito pela presidente da entidade, Lilian Fernandes, na Tribuna da Câmara Municipal, durante a sessão ordinária desta quinta-feira, dia 5.

Ela fala das dificuldades enfrentadas pelos servidores e citou o exemplo de outros estados e capitais onde esses descontos dos pagamentos de consignados foram suspensos. A presidente da Federação citou que Campo Grande tem um decreto sobre as consignações e, dentre os requisitos para poder descontar na folha dos servidores, consta a exigência de regularidade, como ter sede em Campo Grande e autorização regular do Banco Central, exigências atualmente não atendidas pelo Banco Master.

“É um pedido necessário. Os servidores não têm sequer como entrar em contato com o banco”, disse Lillian Fernandes. Ela informou que foi apresentado requerimento à prefeitura, mas a Federação não obteve a resposta. “Nós buscamos a proteção patrimonial do salário desses servidores. A gente pede auditoria nos contratos que esses servidores assinaram”, afirmou a presidente, acrescentando ainda sobre a necessidade de o Município atender ao que consta no decreto.

Na Câmara, ela solicita apoio dos vereadores cobrando providências da prefeitura em relação aos requisitos que estão sendo descumpridos. A presidente da Federação afirma que o objetivo não é o perdão da dívida, mas lembrou que muitos servidores estão reféns da folha de pagamento, com valores impagáveis.

Ela citou ainda irregularidades relacionadas ao Credcesta, espécie de cartão de crédito com desconto no salário dos servidores, com denúncias no País de juros abusivos, fraudes e resultando nos casos de superendividamento.

O vereador Landmark, autor do convite para Lilian Fernandes falar na Tribuna, falou que já encaminhou ofícios pedindo suspensão dos descontos referentes a esses empréstimos ou retenção dos valores, com objetivo de proteger os servidores. “Fizemos nessa Casa de Leis requerimento pedindo informações quanto às providências administrativas sobre Banco Master, pois nosso dever é proteger nossos servidores”.

O pedido de suspensão refere-se ao Banco Master, diante das suspeitas de fraudes bilionárias no País, como emissão de títulos e carteiras de crédito falsos para captar dinheiro de investidores. Em 2025 o banco foi liquidado pelo Banco Central do Brasil e o dono preso.