Suspeita disse à polícia que ateou fogo para chamar atenção das autoridades e pedir ajuda
Um incêndio de grandes proporções na madrugada deste sábado (7) destruiu uma quitinete e assustou moradores do bairro Nova Lima, em Campo Grande. A própria moradora do imóvel, uma mulher de 39 anos, acabou presa em flagrante após confessar à polícia que iniciou o fogo dentro da residência.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas por volta das 3h30 para atender a uma ocorrência de incêndio em uma casa localizada na Rua Jerônimo de Albuquerque. Quando chegaram ao local, as chamas já haviam tomado grande parte do imóvel.
Segundo a polícia, a quitinete faz parte de uma construção geminada e o fogo já havia atingido a parede da residência vizinha, aumentando o risco de propagação para outros imóveis.
Durante buscas nas proximidades, os policiais encontraram a moradora tentando deixar o local. Ao ser abordada, ela confessou que havia provocado o incêndio na própria casa.
Aos militares, a mulher relatou ser usuária de drogas e afirmou que colocou fogo na residência para chamar a atenção das autoridades e conseguir ajuda, com o objetivo de ser internada em uma clínica de recuperação.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou duas viaturas para combater as chamas, incluindo um caminhão Auto Bomba Tanque. Após o trabalho de combate ao fogo, os militares constataram que o imóvel onde o incêndio começou ficou completamente destruído.
Já a casa vizinha sofreu rachaduras nas paredes por causa do calor intenso. Por segurança, os moradores retiraram todos os pertences da residência, inclusive um botijão de gás, que foi esvaziado pelos bombeiros para evitar risco de explosão.
O incêndio acordou diversos moradores da região, que se levantaram assustados com a intensidade das chamas durante a madrugada.
Após o controle do fogo, a mulher foi presa em flagrante e encaminhada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. O caso foi registrado como incêndio em residência habitada, crime que pode colocar outras pessoas em risco.
Testemunhas relataram que a mulher aparentava estar transtornada no momento da abordagem. A polícia deve investigar as circunstâncias do caso.




















