
Chegou a quatro o número de mortes provocadas pela febre chikungunya na Reserva Indígena de Dourados neste ano. A informação foi divulgada na segunda-feira (16) pela Vigilância em Saúde. Ao todo, são 407 casos notificados, sendo 202 confirmados, 181 em investigação e 24 descartados.
Os óbitos já confirmados são de duas mulheres de 60 e 69 anos e um homem de 73 anos, ambos residentes na Aldeia Jaguapiru, e um bebê de apenas três meses da Aldeia Bororó. Já na área urbana de Dourados, são 912 notificações, 379 confirmações, 383 aguardando resultado e 150 descartados.
Segundo a Prefeitura de Dourados, os números superam todo o ano de 2025, quando foram registrados 184 casos confirmados e uma morte em todo o município e Reserva Indígena. Por conta disso, a situação é tratada como epidemia e o Município montou uma força-tarefa para conter o avanço da doença.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga. Em casos mais graves, pode evoluir para complicações neurológicas, como encefalite, meningite e até paralisias. Diferente da dengue, a recuperação pode ser mais lenta, com dores persistentes que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes.
Um mutirão foi iniciado na semana passada nas aldeias Jaguapiru e Bororó e já vistoriou 4.319 imóveis, 2.173 tratamentos, 1.004 focos do mosquito identificados (90% em caixas d’água, lixo e pneus), 43 imóveis borrifados, utilizaram dois equipamentos de inseticida (LECO) e mobilizaram 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena.
O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, reforçou que o combate depende da população. “Não estamos medindo esforços para conter o avanço da chikungunya, mas é fundamental que todos eliminem água parada”, afirmou. Ele apontou falhas na atenção primária nas aldeias pelo Governo Federal, mas destacou que a colaboração da comunidade é essencial para reduzir os focos do mosquito.



















