Três novos presídios vão criar mais de mil vagas e reforçar segurança pública em MS

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(Foto: Chico Ribeiro/Seilog)

Obras no Complexo da Gameleira foram homologadas e integram plano estadual de expansão do sistema penitenciário

Três novas unidades prisionais vão ampliar em mais de mil vagas o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul e prometem aliviar a superlotação nas unidades já existentes. As obras serão construídas no Complexo Prisional da Gameleira, em Campo Grande, e somam investimentos superiores a R$ 65 milhões, conforme homologação das licitações publicada nesta quinta-feira (26) no Diário Oficial do Estado.

Os novos presídios serão destinados a internos do regime fechado e fazem parte da estratégia estadual para fortalecer a segurança pública, melhorar as condições de custódia e ampliar as políticas de ressocialização. Cada unidade terá capacidade para até 408 detentos, totalizando 1.224 novas vagas no sistema prisional.

As estruturas foram planejadas para oferecer maior organização operacional e eficiência na gestão penitenciária. Cada prédio contará com 30 celas e espaços projetados para reforçar o controle interno, além de garantir melhores condições de trabalho aos servidores e de permanência aos custodiados.

A construção das unidades será dividida entre três empresas. A Gameleira I ficará sob responsabilidade da JAC Engenharia Soluções Inteligentes Ltda, com investimento de R$ 22,1 milhões. A Gameleira II será executada pela Poligonal Engenharia e Construções Ltda, ao custo de R$ 21,2 milhões. Já a Gameleira III será construída pela Engetal Engenharia e Construções Ltda, com investimento de R$ 22,1 milhões.

Além da ampliação de vagas, os projetos preveem infraestrutura moderna, com áreas construídas superiores a 3 mil metros quadrados por unidade, voltadas à melhoria da segurança e da administração penitenciária.

Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, o investimento representa um avanço estrutural para o Estado. “São obras que trazem mais organização ao sistema prisional e contribuem diretamente para a segurança da população, aliando estrutura adequada e gestão eficiente”, afirmou.

A coordenação dos projetos e das obras ficará sob responsabilidade da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), que atua na elaboração, contratação, execução e fiscalização das construções, garantindo padrões técnicos e cumprimento dos prazos.

A iniciativa integra um pacote maior de expansão do sistema penitenciário sul-mato-grossense, que prevê a criação de mais de 2,4 mil novas vagas em regime fechado por meio da construção e ampliação de unidades em diferentes regiões do Estado.

Para o diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Rodrigo Rossi Maiorchini, a ampliação da capacidade é estratégica para o funcionamento do sistema. “A criação de novas vagas fortalece a gestão penitenciária e contribui tanto para a segurança quanto para o aprimoramento das políticas de ressocialização”, destacou.

Com o investimento, o Governo do Estado busca equilibrar a demanda do sistema prisional, reduzir a superlotação e avançar na construção de um modelo considerado mais estruturado, seguro e eficiente.