Pollon participa de conferência nos EUA e se reúne com Flávio e Eduardo Bolsonaro

6
(Foto: Divulgação)

Entre debates internacionais sobre liberdade de expressão e articulações políticas envolvendo o cenário brasileiro, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) cumpre agenda nos Estados Unidos nesta semana. O parlamentar participa da CPAC (Conservative Political Action Conference), um dos maiores encontros do movimento conservador do mundo, onde acompanha discussões e se reúne com lideranças políticas nacionais e estrangeiras.

O evento reúne nomes influentes do conservadorismo global, incluindo o ex-presidente norte-americano Donald Trump, além de representantes brasileiros como os deputados Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. A conferência é considerada um espaço estratégico de articulação política e troca de experiências entre representantes alinhados ao campo conservador.

Durante a programação, os debates têm se concentrado em temas como liberdade de expressão, limites da atuação do Judiciário e críticas ao que participantes classificam como mecanismos de censura contra posições conservadoras em diferentes países.

Segundo Pollon, as discussões reforçam a percepção de que questionamentos sobre esses temas não estão restritos ao Brasil. “O que estamos vendo aqui é uma preocupação comum entre lideranças de diversos países. A liberdade de expressão, que deveria ser um pilar inegociável das democracias, tem sido relativizada. E quando isso acontece, abre-se espaço para perseguições políticas disfarçadas de legalidade”, afirmou o deputado.

O parlamentar também avaliou que há um movimento internacional de fortalecimento de lideranças conservadoras e de defesa do direito à manifestação política. “Não se trata apenas de um debate ideológico. Trata-se de garantir que cidadãos não sejam silenciados por pensar diferente. O que está em jogo é o futuro da liberdade política e individual”, declarou.

Encontro com Flávio Bolsonaro

Durante a viagem, Pollon se encontrou com o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. O encontro ocorre após episódios recentes que geraram tensão interna no Partido Liberal em Mato Grosso do Sul.

Uma das controvérsias envolveu anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro que sugeriam que Pollon teria solicitado R$ 15 milhões para desistir de uma candidatura no estado — informação que ampliou disputas políticas dentro da legenda. Dias depois, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou um bilhete atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro, escrito durante período de prisão, indicando Pollon como candidato do grupo ao Senado por Mato Grosso do Sul.

As divergências intensificaram o cenário de disputas internas no PL estadual, especialmente após o ex-governador Reinaldo Azambuja assumir o comando da sigla. Pollon e o deputado estadual João Henrique Catan foram os únicos parlamentares a se posicionar contra a aliança política com o novo dirigente partidário.

Posteriormente, Catan deixou o partido e se filiou ao Novo para disputar o governo estadual. Pollon também chegou a dialogar com outras legendas, mas permaneceu no PL após os desdobramentos políticos.

A reportagem procurou o deputado para comentar o encontro com Flávio Bolsonaro e possíveis apoios à sua pré-candidatura ao Senado, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.

Além da agenda política, Pollon também registrou participação no evento ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, aliado e defensor público de sua candidatura ao Senado.