
Arbitragem Sem Fronteiras reuniu árbitros e dirigentes durante seminário regional para alinhar orientações técnicas em todo o país
Com foco na unificação dos critérios da arbitragem em todo o país, Mato Grosso do Sul recebeu o projeto Arbitragem Sem Fronteiras, iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que busca alinhar orientações técnicas entre árbitros de diferentes níveis e regiões. O encerramento das atividades ocorreu durante o 1º Seminário Regional promovido pela Comissão de Arbitragem da CBF, com participação de representantes nacionais e estaduais do futebol.
O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Estevão Petrallás, participou do evento, que marcou a passagem do projeto pelo Estado — o 15º a receber a iniciativa desde sua criação.
O Arbitragem Sem Fronteiras surgiu no início da atual gestão da CBF, presidida por Samir Xaud. Segundo Rodrigo Cintra, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, a proposta nasceu com o objetivo de garantir que árbitros em formação e profissionais experientes tenham acesso às mesmas orientações técnicas.
De acordo com Cintra, a ideia era criar um modelo capaz de romper barreiras dentro do próprio futebol brasileiro. “Quando falamos em fronteiras, não é apenas geográfica, mas também de oportunidades. O árbitro jovem precisa ter acesso à mesma instrução que um árbitro internacional”, explicou.
O projeto tem como principais metas oferecer instrução direta e padronizada e garantir que as informações técnicas cheguem de forma precisa a árbitros e assistentes em todas as regiões do país. A equipe de treinadores contou com integrantes da Comissão de Arbitragem e do Departamento Técnico de Arbitragem da CBF, representados pelo professor Cláudio José Soares e por Fabrício Vilarinho, responsável pelas regiões Centro-Oeste e Norte.
Para Estevão Petrallás, a presença da comissão nacional em Mato Grosso do Sul fortalece o desenvolvimento da arbitragem local. Segundo ele, o alinhamento de critérios contribui para elevar o nível técnico dos profissionais do Estado.
“Esse alinhamento é fundamental para que árbitros e assistentes atuem com os mesmos critérios em todo o Brasil. A vinda da equipe nacional eleva muito a arbitragem sul-mato-grossense, que trabalha para ganhar espaço no cenário nacional”, afirmou.
O árbitro Rafael Cosmo, responsável pelo primeiro jogo da final do Campeonato Sul-Mato-Grossense Série A 2026 entre AA Bataguassu e Operário, destacou que os treinamentos ampliam a visibilidade dos profissionais locais.
Segundo ele, a padronização permite que a arbitragem estadual acompanhe a linguagem aplicada no futebol nacional. “Recebemos as diretrizes que a Comissão Nacional deseja que sejam aplicadas nos estados, o que contribui diretamente para nossa evolução”, disse.
O presidente do Sindicato dos Árbitros, Ernani Tomaz, avaliou que a capacitação representa uma oportunidade importante para o crescimento profissional dos árbitros. Para ele, a presença da comissão nacional permite avaliar não apenas o desempenho técnico, mas também a preparação física dos profissionais.
Já o diretor da Comissão de Arbitragem da FFMS, Augusto Ortega, ressaltou que a padronização beneficia todo o futebol. “O objetivo é aproximar conceitos para que o critério aplicado em Campo Grande seja o mesmo em Dourados ou Corumbá. Esse trabalho vem sendo fortalecido desde o início da gestão e já apresenta resultados”, concluiu.



















