Ex-deputado federal confirmou decisão nas redes sociais; político já disputou o Planalto em 2018 e terminou a eleição em sexto lugar
O ex-deputado federal Cabo Daciolo anunciou na última sexta-feira (3) sua filiação ao partido Mobilização Nacional (Mobiliza) e confirmou que será pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. O anúncio foi feito por meio das redes sociais, onde o político divulgou a ficha de filiação acompanhada da frase “Cabo Daciolo 2026”.
Na publicação, o pré-candidato também citou um trecho bíblico — “Quando os justos governam, o povo se alegra” — reforçando o tom religioso que marca sua trajetória política desde que ganhou projeção nacional.
Daciolo já disputou o Palácio do Planalto em 2018, quando concorreu pelo Patriota e terminou em sexto lugar, com 1,20% dos votos válidos. Naquele pleito, chamou atenção por uma campanha de baixo custo e forte presença nas redes sociais, com poucas aparições públicas.
A intenção de voltar à corrida presidencial já havia sido mencionada pelo ex-parlamentar em outubro do ano passado, quando afirmou, em postagem no Instagram, que pretendia transformar a “colônia brasileira” em uma “nação brasileira”.
Ao longo dos últimos anos, Daciolo passou por diferentes partidos políticos. Após a eleição de 2018, filiou-se ao PL, onde chegou a cogitar candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas deixou a sigla em 2020 após não ser lançado pelo partido.
Em 2021, já no Brasil 35, anunciou nova pré-candidatura à Presidência para as eleições de 2022, mas desistiu posteriormente alegando ter recebido um “chamado do Espírito Santo”, declarando apoio ao então candidato Ciro Gomes (PDT).
No ano seguinte, lançou-se pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Pros, mas mudou novamente de legenda e ingressou no PDT, partido pelo qual disputou uma vaga ao Senado Federal. Na eleição, recebeu 3,49% dos votos válidos e também terminou em sexto lugar.
Cabo Daciolo ganhou notoriedade nacional em 2011, quando liderou o movimento grevista do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Em 2014, foi eleito deputado federal pelo Psol e, desde então, também passou por partidos como Avante, Patriota e Podemos.
Com a nova filiação ao Mobiliza, o ex-deputado retoma o projeto de disputar a Presidência da República, agora mirando as eleições de 2026.




















