Mais Médicos abre 1.524 vagas para regiões com escassez de médicos

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Logomarca do Programa Mais Médicos (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Inscrições vão até 8 de abril; programa prioriza atenção primária e territórios indígenas com maior necessidade de profissionais

O programa Mais Médicos lançou novo edital com 1.524 vagas, com inscrições abertas até 8 de abril, voltadas a regiões do país com maior carência de profissionais de saúde. A iniciativa busca fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS), ampliar o acesso da população aos serviços básicos e integrar formação profissional à prática clínica em comunidades vulneráveis, incluindo territórios indígenas.

O 45º ciclo do Mais Médicos prioriza localidades com escassez de médicos, distribuindo as vagas entre 1.351 para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para Consultório na Rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Os selecionados atuarão por até 48 meses, recebendo bolsa-formação de R$ 14.121,63 mensais.

Atualmente, o programa mantém mais de 26 mil médicos em atividade no país. Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa fortalece a presença de profissionais em regiões prioritárias e qualifica o atendimento. “A inserção de especialistas no SUS potencializa a resolutividade da Atenção Primária e fortalece os fluxos assistenciais entre os diferentes níveis de atenção, qualificando o cuidado prestado à população”, afirmou.

As inscrições devem ser feitas pela Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, e cada candidato precisa indicar pelo menos um município de interesse para atuação. O edital contempla médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, brasileiros formados no exterior e médicos estrangeiros habilitados, mas não permite participação de profissionais que já estejam ativos no programa ou tenham sido desligados por irregularidades nos últimos seis meses.

O Mais Médicos também integra ações de formação continuada, combinando prática assistencial e educação profissional. A medida reforça a articulação entre serviços de saúde, instituições de ensino e comunidades atendidas, consolidando o programa como uma das principais políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à saúde no Brasil.