Estreito de Ormuz: prazo de Trump para Irã expira nesta segunda

18
(Foto: Reprodução\Instagram\@whitehouse)

Bloqueio do canal estratégico eleva tensão global e impacta mercado de petróleo; proposta de cessar-fogo do Paquistão tenta evitar escalada militar

O mundo acompanha de perto o desenrolar das negociações entre Estados Unidos e Irã, cujo prazo para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz termina às 21h (horário de Brasília) desta segunda-feira (6). A região, crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, está no centro de um impasse que impacta diretamente a economia global e a segurança internacional.

O presidente Donald Trump havia estabelecido um ultimato de dez dias para que os aiatolás chegassem a um acordo ou liberassem a passagem, reforçando as ameaças no fim de semana. “O tempo está se esgotando — 48 horas antes que todo o inferno caia sobre eles”, disse Trump no sábado (4). No domingo, intensificou a retórica, prometendo consequências severas caso o Irã não atendesse à demanda americana.

Em paralelo, surgiram sinais de uma possível solução diplomática. Uma proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão, apelidada de “Acordo de Islamabad”, foi enviada a ambos os países e prevê um cessar-fogo imediato seguido de negociações para um acordo mais amplo nos próximos 15 a 20 dias. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o plano permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz como primeira medida, antes da formalização de compromissos mais abrangentes.

O Irã já formulou uma resposta à proposta, mas autoridades iranianas reforçaram que não aceitarão reabrir o estreito apenas em troca de um cessar-fogo temporário. Os Estados Unidos, por sua vez, ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a proposta.

O Estreito de Ormuz é vital para a navegação global de petróleo e gás, e seu bloqueio pelo Irã no início de março provocou alta nos preços do petróleo e pressão sobre mercados internacionais. Autoridades de 15 países do Conselho de Segurança da ONU devem votar ainda esta semana uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação comercial na região.

Enquanto isso, a diplomacia trabalha para evitar uma escalada militar na região, com contatos constantes entre militares e representantes dos EUA, Irã e Paquistão durante o fim de semana. A expectativa global é de que o desfecho desta segunda-feira possa definir se haverá contenção da crise ou intensificação do conflito no Oriente Médio.