Dourados registra sexta morte do ano provocada pela Febre Chikungunya

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Mosquito Aedes Aegipty transmissor da dengue e da febre chikungunya (Foto: Edemir Rodrigues/Gov. de MS)

O número de óbitos provocados pela Febre Chikungunya, em Dourados, chegou a seis nessa sexta-feira (10). A informação foi confirmada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura para acompanhar a situação epidemiológica.

A nova vítima é um homem de 55 anos que estava internado no Hospital da Missão Caiuá desde o dia 1º de abril e faleceu dois dias depois, em razão de complicações pela doença.

O COE informou que outras duas mortes continuam em investigação, entre elas uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados e não residia na Reserva Indígena.

Nas aldeias, são 2.224 notificações da doença, sendo 1.780 casos prováveis, 1.264 confirmados, 444 descartados e 516 em investigação. Até agora, foram 246 atendimentos hospitalares.

Em números gerais, são 3.412 casos prováveis de Chikungunya em Dourados, com 1.572 confirmados, 609 descartados, 2.449 em investigação, com uma taxa de positividade de 72,07%.

São 29 pacientes internados, sendo 4 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 18 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed, 2 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie.

Dourados registra sexta morte do ano provocada pela Febre Chikungunya
Integrantes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública realizam reuniões diárias para avaliar os trabalhos e definir ações de curto e médio prazos. Foto: A. Frota

“Essa guerra contra o mosquito Aedes aegypti só será vencida se cada pessoa fizer a parte dela no cuidado com sua casa e seu quintal”, enfatizou Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE. 

O Informe Epidemiológico destaca, ainda, que a curva de positividade da Chikungunya em Dourados manteve-se em níveis extremamente elevados (entre aproximadamente 72% e 79%) ao longo do período analisado, o que indica intensa circulação viral.

“Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa. A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso”, destaca o documento.

Diante do avanço da doença, o Município receberá recursos extras da União para o custeio de leitos de UTI, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, implantação do Incentivo à Atenção Especializada aos Povos Indígenas, entre outros serviços especializados.