O furto de drogas de uma residência localizada em Campo Grande motivou a deflagração da Operação Lealdade Corrompida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR) na segunda e terça-feira (13 e 14).
Na oportunidade, foram cumpridos mandados de prisão temporária contra quatro pessoas envolvidas no crime e também ordens para busca e apreensão nas residências destes. Entre esses estão um policial penal e um policial militar.
Um quinto integrante não foi encontrado, sendo classificado como foragido da Justiça. Foram apreendidos aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos, valores em dinheiro, armas de fogo, munições e outros objetos de interesse para a investigação.
Segundo a apuração, o grupo chegou ao local, no bairro Parque dos Girassóis, em dois veículos descaracterizados, por volta das 17h. Identificando-se como policiais da Denar, arrombaram o portão e passaram a carregar os veículos com tabletes de maconha.
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A Polícia Militar foi acionada pelos vizinhos, que encontraram o portão arrombado e pensaram que tivesse sido furtado. Quando a equipe chegou ao imóvel, encontrou mais droga na garagem. A quantidade furtada e apreendida não foi informada.
O delegado André Mendonça, responsável pelas investigações, informou que a ação teria sido planejada e executada de forma organizada, com uso de estrutura e aparência semelhantes às de operações policiais.
O dono da casa foi preso por tráfico e, em depoimento, revelou que estava sofrendo ameaças de traficantes, que seriam os verdadeiros donos do carregamento, e estavam cobrando o ressarcimento do prejuízo com o furto.
Ainda segundo as informações, a investigação envolveu a GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) e as Corregedorias da Polícia Penal e da Polícia Militar, inclusive acompanhando e participando do cumprimento dos mandados.
As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos, identificar outros eventuais envolvidos e responsabilizar todos os autores na forma da lei.
Em nota, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que abriu procedimento administrativo para investigar e afirmou que não aceita desvios de conduta. Possíveis irregularidades são de responsabilidade individual e não representam a instituição.
A Polícia Militar se manifestou e confirmou que um de seus integrantes está entre os investigados. A corporação destacou que acompanha o caso, instaurou procedimento interno e reforçou que não tolera condutas ilegais.




















