
A Prefeitura de Dourados intensifica o enfrentamento à epidemia de chikungunya com um grande mutirão de limpeza na Reserva Indígena, iniciado na segunda-feira (20), que já resultou na retirada de 20 toneladas de resíduos em poucos dias. A ação tem como foco eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da dengue e zika, em uma força-tarefa que envolve Defesa Civil (estadual e municipal), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).
Os trabalhos seguem diretrizes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, bem como fazem parte do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya. Os primeiros dias abrangeram ações na Reserva Indígena e Jardim Colibri.
Nesta quarta-feira (22), as atividades começaram nas primeiras horas da manhã na Aldeia Bororó e seguem com três equipes atuando simultaneamente também na Aldeia Jaguapiru e na Comunidade Santa Felicidade. Com apoio de maquinários, caminhões e pás carregadeiras, as equipes realizam trabalho porta a porta e a limpeza de áreas críticas, incluindo as margens do anel viário, garantindo a retirada e destinação correta dos resíduos aos aterros sanitários do município.
O secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Ângelo Augusto Gomes, destaca que a mobilização atende a uma diretriz do prefeito Marçal Filho de trabalhar de forma a combater o problema, atacando a “raiz” que são os pontos que podem virar criadouros do vetor. “O direcionamento do prefeito Marçal Filho é de um trabalho contínuo e intensivo, com foco em saúde pública e na proteção da população e diante disso, as equipes estão reforçadas, indo de porta e porta e pedindo para que tem objetos a serem descartados coloquem para fora da casa para que façamos a remoção e destinação corretas”, apontou ao frisar ainda que “eliminar os focos do mosquito é fundamental para reduzir os casos da doença”.

Ações seguem de forma simultânea nesta quarta-feira (22) na Reserva Indígena e na Comunidade Santa Felicidade
Dourados teve a situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que destinou R$ 974,1 mil para ações de enfrentamento, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Com isso, o município realizou contratação emergencial para dar agilidade à retirada de resíduos, com apoio das empresas Litucera e Financial. As ações seguem por pelo menos 15 dias com reforço logístico e expansão para bairros da área urbana, como o Jardim Colibri.
Desde 9 de março, mais de 1.100 toneladas de resíduos já foram recolhidas em Dourados, e a expectativa é manter o ritmo nos próximos dias. As estratégias são definidas diariamente pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pelo prefeito Marçal Filho para coordenar o enfrentamento à chikungunya.
O município já contabiliza 6.411 notificações da doença, com 2.204 casos confirmados, 4.959 prováveis, 1.462 descartados e 2.755 em investigação, além de oito óbitos confirmados, sendo sete na Reserva Indígena. O alerta para a população é quanto a necessidade de colaboração para eliminação de lixo e objetos que possam acumular água nos quintais, evitando a proliferação do mosquito Aedes aegypti.



















