Há quase 15 anos, viveirista ajuda a transformar Campo Grande com produção de mudas

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(Foto: PMCG)

Antônio Andrade estima ter cultivado cerca de 1 milhão de plantas no Viveiro Flora do Cerrado, responsável pela arborização da Capital

Antes mesmo do sol aparecer por completo em Campo Grande, Antônio Andrade já começa a rotina entre sementes, terra e mudas que, anos depois, se transformam em árvores espalhadas pelas avenidas, praças e bairros da Capital. No Dia do Trabalhador, a história do viveirista de 66 anos revela como o cuidado diário com o verde ajuda a moldar a paisagem e a qualidade de vida da cidade.

Funcionário do Viveiro Municipal Flora do Cerrado desde a inauguração do espaço, em 2011, Antônio acompanha há quase 15 anos o crescimento de milhares de mudas destinadas à arborização urbana.

“Faço o que gosto e gosto do que faço. Não me vejo trabalhando com outra coisa”, resume.

No viveiro da Prefeitura, o trabalho exige paciência, técnica e dedicação. Desde a preparação do substrato até as podas e manutenção, cada muda passa por um processo cuidadoso antes de seguir para o plantio nas ruas e espaços públicos da Capital.

“Tudo começa na preparação do substrato, para depois semear. Em seguida vem a manutenção, como as podas, que são fundamentais para não perder a muda e alcançar o desenvolvimento ideal”, explica.

Ao longo da trajetória, Antônio estima já ter produzido cerca de um milhão de mudas, entre espécies cultivadas a partir de sementes e estacas.

Mais do que números, ele guarda uma ligação afetiva com as árvores que ajudou a cultivar. Um dos exemplos citados por ele são as figueiras plantadas na Avenida Mato Grosso.

“Fico muito feliz quando vejo as mudas sendo plantadas. As figueiras da Avenida Mato Grosso são praticamente oito anos da minha vida dedicados a elas”, conta.

O trabalho desenvolvido no viveiro tem impacto direto na arborização urbana e também na fauna da cidade. Segundo Antônio, as árvores ajudam a manter a presença de aves típicas de Campo Grande, como araras e beija-flores.

“Campo Grande tem muitas aves justamente porque temos árvores, sementes e alimento. As árvores contribuem para tudo isso”, afirma.

Além da produção de mudas, o viveirista também aproveita o contato com a população para orientar sobre o plantio correto e os cuidados necessários para o desenvolvimento das árvores.

“Não é só plantar. É preciso preparar o solo e cuidar, senão não adianta”, alerta.

No Dia do Trabalhador, Antônio resume em poucas palavras o conselho que leva para a vida: “Siga em frente, estude aquilo que você quer fazer e trabalhe com prazer.”

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, o trabalho realizado no viveiro representa um dos pilares da sustentabilidade na Capital.

“A produção de mudas e o incentivo à arborização urbana são fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Campo Grande, promovendo bem-estar e equilíbrio ambiental”, destacou.

Entre sementes, raízes e copas espalhadas pela cidade, histórias como a de Antônio mostram que parte da identidade verde de Campo Grande também nasce do trabalho silencioso de quem transforma mudas em vida todos os dias.