Mulher é presa por atear fogo que matou homem no banheiro de bar em Dourados

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Mulher foi presa em flagrante, mas nega o crime (Foto: Leandro Holsbach)

Em uma ação rápida das forças policiais, a mulher de 34 anos, apontada como autora do incêndio que causou a morte de um homem no banheiro de um bar em Dourados, foi presa na manhã dessa sexta-feira (22). Conforme a investigação, houve um desentendimento entre os dois por causa de drogas.

O trabalho rápido das autoridades para solucionar o caso aconteceu a partir das imagens de câmeras de monitoramento da região, que registraram o momento em que a mulher caminha em direção ao banheiro, onde a vítima havia entrado por volta das 5h dessa sexta para se proteger do frio.

O delegado Lucas Albé Veppo, chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG), destacou que foi possível ver claramente quando ela usa um isqueiro para atear fogo na porta e depois deixa o local rapidamente. Com o reconhecimento dela, diligências foram feitas e localizaram a autora perambulando na mesma região em que o crime aconteceu.

Com ela, foram apreendidas uma calça, jaqueta puffer preta, tênis brancos e um isqueiro — todas as peças são idênticas às que aparecem nas imagens. Ao ser apresentada na delegacia, a autora chorou muito e negou repetidamente ter matado a vítima. Questionada sobre o isqueiro apreendido, respondeu: “Eu fumo pedra”.

Ainda no interrogatório, a mulher admitiu que já havia discutido com a vítima anteriormente por questões relacionadas ao uso e comércio de drogas, mas reforçou: “Não fui eu quem fez isso”. Segundo o delegado, ela tem antecedentes criminais registrados por furto e tráfico de drogas, além de constar como vítima de diversos casos de violência doméstica.

Outras três pessoas, sendo uma mulher e dois homens, também foram levadas para a delegacia por eventual participação no homicídio. O responsável pelo caso ressaltou aos jornalistas que apura a possibilidade da vítima já estar morta antes do incêndio, mas para isso é necessário ter os resultados dos laudos periciais e necroscópicos para confirmar.

O caso

O crime ocorreu na Rua Alpes, entre as ruas Belo Horizonte e São Francisco, próximo à Praça Paraguaia, área conhecida pela circulação de pessoas em situação de rua e usuários de entorpecentes. Por volta das 4h30, um vizinho ouviu gritos e foi verificar, percebendo o banheiro em chamas. Ele arrombou a porta, tentou apagar o fogo e chamou o Corpo de Bombeiros.

Quando os militares chegaram, as chamas foram controladas, mas o homem já estava morto e seu corpo parcialmente carbonizado, o que ainda impede sua identificação oficial. O caso continua classificado como homicídio qualificado, crime que prevê penas mais severas quando praticado com uso de fogo, meio que impossibilita a defesa da vítima.