Adolescente de 16 anos confessa ter matado jovem em Caarapó apos ameaça

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Foto: PCMS

Um adolescente de 16 anos foi apreendido em flagrante, na terça-feira (02), como sendo o responsável pelo homicídio de um jovem de 20 anos, ocorrido na manhã de segunda (1º), na Vila Santa Maria, em Caarapó.

Conforme apurado, a vítima seguia pela Rua Minas Gerais quando foi alvo de disparos de arma de fogo feitos por um indivíduo que se aproximou utilizando uma bicicleta.

Durante as diligências, descobriu-se que, na noite anterior ao crime, a vítima teria disparado tiros contra a residência de uma pessoa. A partir de então, a investigação avançou, com abordagens simultâneas em endereços estratégicos.

Na casa alvo dos tiros, a polícia encontrou o adolescente de 16 anos, que portava um revólver calibre 38, já municiado. Questionado, confessou a autoria do homicídio e alegou que a vítima o havia ameaçado anteriormente.

Em outro imóvel, os investigadores localizaram a bicicleta usada no ataque, além de munições de calibre restrito. Um homem, parente do dono da casa onde o adolescente foi encontrado, foi preso em flagrante delito por posse do material ilegal.

Diante dos fatos, o adolescente foi apreendido por prática de ato infracional análogo a homicídio qualificado. A autoridade policial já encaminhou representação solicitando sua internação provisória.

Agora, a Polícia Civil tenta descobrir a origem da arma e das munições apreendidas, além de verificar se houve participação de outras pessoas no fato. Também ainda não foi localizada a arma que o jovem usou para efetuar os disparos contra a residência do menor.

Roubou criança que vendia bombons

O jovem morto ficou conhecido em janeiro de 2025 por espancar e roubar um menino de 12 anos que vendia trufas nas ruas da cidade — na época, o menor guardava dinheiro para comprar um celular e um par de tênis.

O rapaz foi preso no dia seguinte ao caso, condenado a 7 anos de prisão em regime semiaberto, mas respondeu ao processo em liberdade após obter direito de recorrer da sentença.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Ciro Jales, não há, até o momento, nenhuma ligação entre esse fato passado e o homicídio ocorrido nesta semana.