Casa de Acolhimento tem nova parceria e orientação profissional aos pacientes após tratamento

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22/05/2015 08h00

Casa de Acolhimento tem nova parceria e orientação profissional aos pacientes após tratamento

Horta produzindo, jardim ornamental, artesanato, relação de irmandade notável entre os pacientes e, agora, a novidade de orientação e encaminhamento profissional após a permanência para tratamento na Casa de Acolhimento Para Adultos, em funcionamento há um
mês na Capital. A Casa, que recebe pessoas em contato com drogas e que vivem em situação grave de vulnerabilidade, é a primeira unidade pública de Mato Grosso do Sul destinada ao acolhimento de pessoas com dependência química.

A permanência na Casa é de três meses, podendo ser prolongada para seis meses se necessário. Recentemente, a Casa passou a contar com a parceria com a Funsat (Agência de Emprego) e Funtrab (Fundação do Trabalho) e os pacientes passam a ter acesso a cursos, orientação profissional e de geração de renda.

Há um mês em funcionamento, o cenário já é outro desde sua inauguração. “A intimidade e o apego que temos um pelo outro é como se todos fossem da mesma família. Como o Centro é de internação voluntária, alguns foram embora deixando saudade, mas outros continuam na convivência mostrando avanço diário, o que nos dá ainda mais incentivo e esperança nesse trabalho que é minucioso”, conta o gerente da Casa, Marcos Alves Terra.

“Aqui é a minha família, minha casa temporária, onde encontro carinho, amizade, sou aconselhada e, agora, mesmo com todas as complicações de saúde que o uso prolongado das drogas me proporcionou, tenho a oportunidade de geração da minha própria renda”, conta Luiza (nome fictício) que está na unidade desde sua inauguração. A paciente teve contato com as drogas aos 13 anos de idade e hoje, com 49, diz sentir-se acolhida pela equipe como um membro da família e vê o futuro com grandes expectativas de uma nova vida, longe das drogas.

Já para João (nome fictício), os benefícios também são memoráveis. “Além do acolhimento, agora também serei alfabetizado, com professora vindo até o Centro me dar aulas. Estou aprendendo a escrever meu nome”, comemora.

Marcos explica que a internação voluntária é embasada na disposição e consciência do paciente em se tratar. “Aqui, damos todo o suporte e a liberdade que o paciente precisa para sair das drogas, mas sempre com a companhia de um cuidador. Temos atividades dentro e fora da Casa, e a Terapia Ocupacional e em grupo, que é oferecida pelo CAPS AD (Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas), onde acompanhamos os pacientes até a outra unidade para essa atividade”, conta.

A Casa, que é mantida em conjunto pela Sesau e pela SAS (Secretaria Municipal de Políticas, Ações Sociais e Cidadania), é um suporte para os CAPS, para fortalecimento de ações em prol de pessoas em situação de vulnerabilidade grave. Para a internação, são priorizados os pacientes dependentes químicos e que perderam o vínculo familiar e vivem em situação de rua.

Todos os pacientes encaminhados para a Casa passam pelo CAPS para o processo de desintoxicação e preparação para a internação. A unidade tem capacidade para receber até 14 pessoas, mas como depende de internação voluntária pelo próprio paciente, conta hoje com cinco moradores temporários.

Com Informações do Portal de Notícias da PMCG

Foto:Marlon Ganassin

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