Adolescente, de 15 anos, que denunciou um suposto caso de estupro sofrido por um passageiro durante corrida por aplicativo em Campo Grande, apresentou furos em sua ‘história’ durante depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (DEPCA).
De acordo com sua declaração na delegacia, a menor na presença de psicólogos, admitiu que não havia outro passageiro no carro e também que não houve crime durante a corrida, ou mesmo a participação do motorista, como ela havia denunciado.
No boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no último sábado (24), juntamente com sua mãe, a adolescente teria relatado que o aplicativo de transporte teria avisado que a corrida seria compartilhada, desviando da rota e ela em seguida teria sido estuprada pelo passageiro durante 50 minutos. Ainda no registro, a menor disse que o motorista orientou o passageiro para não deixar marcas no corpo, durante o estupro.
Segundo Polícia Civil a história é “mal contada e não tem verossimilhança”.
A jovem fez exame de corpo de delito e a delegacia informou que aguarda o laudo para encerrar o caso.
No dia da denúncia, o motorista foi localizado e prestou depoimento na Deam. Ele contou que estava sozinho o carro e que a corrida não era compartilhada, como a menor havia relatado no boletim de ocorrência. “Eu busquei a jovem no endereço, nenhuma outra pessoa, além da jovem, teria entrado no carro”, frisou no seu depoimento.
Por não se tratar mais de flagrante, ele foi liberado, mas ainda era tido como suspeito até hoje, quando a menor mudou a versão do suposto estupro.




















