Adriane Lopes aposta em novos secretários para transformar Campo Grande

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Foto: PMCG

Uma pequena reforma administrativa marca o início do ano de 2026 na gestão da prefeita Adriane Lopes (PP), duramente criticada pela população por conta dos problemas que estão afetando o dia a dia e também pelo estranho aumento no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que inclusive é alvo de uma série de ações até mesmo na esfera judicial por parte de órgãos de fiscalização e instituições representativas.

Nessa quinta-feira (08), a chefe do Poder Executivo empossou os três novos secretários municipais que irão acompanhar a sequência do seu mandato. São eles: Isaac José de Araújo como secretário municipal de Fazenda, substituindo Márcia Hokama que, por sua vez, já estava afastada desde novembro de 2025 por motivos de saúde; Ulisses Rocha como secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, que já estava no cargo desde outubro de 2025; e o médico Marcelo Vilela como secretário municipal de Saúde.

Ainda no caso da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a solenidade de hoje marcou a posse da secretária-adjunta Ivone Naban, que até então estava entre os membros do comitê gestor, que desde setembro do ano passado administrava a pasta, porém, foi desfeito mediante incontáveis críticas de vereadores e deputados estaduais que exigiam, entre outras coisas, a presença de uma pessoa fixa para responder pelos problemas na área da saúde pública da Capital.

O novo secretário de Fazenda, Isaac Araújo, assume com a missão de manter a saúde financeira do município e otimizar a arrecadação, garantindo que os serviços públicos continuem funcionando sem interrupções. “Trabalhamos dia e noite na recuperação das finanças. O foco agora é aumentar a arrecadação para ofertar cada dia mais serviços de qualidade, garantindo que a máquina pública siga avançando”, destacou.

Ele lembrou que Campo Grande já aderiu ao Plano de Equilíbrio Fiscal, da Secretaria do Tesouro Nacional, destravando investimentos. “Não tem terra arrasada. Nós temos dificuldades, como todos os municípios do Brasil, mas estamos buscando equilíbrio e respostas”, ponderou aos jornalistas. “Estamos equalizando as despesas. Precisamos diminuir despesas, aumentar receitas, para que possamos buscar o equilíbrio fiscal e saudar os compromissos em dia”.

Ele também mencionou a existência de uma modernização no sistema de gestão fiscal de Campo Grande. “Adquirimos um sistema que vai dar mais transparência, mais rapidez, mais agilidade, mais força arrecadatória, mas ainda está em fase de implantação e não há prazo para ser finalizado”, disse.

Saúde não tem prazo para voltar a normalidade

Outro secretário que falou com a imprensa foi Marcelo Vilela. Aos jornalistas que cobriram o evento, o secretário de Saúde afirmou que sua meta prioritária no momento é o abastecimento dos remédios nas farmácias dos postos. Ele abordou também sobre a requalificação das UPA’s e a busca pela redução no volume de atendimentos, que por vezes deveriam ser destinados às Unidades Básicas de Saúde (UBS USF e CRS) por ser casos de baixa complexidade.

Em outro momento, Vilela citou que Campo Grande está recebendo um investimento na ordem de R$ 20 milhões vindos de uma emenda da senadora Soraya, apesar disso, ainda não será possível encerrar a falta de medicamento. “Esse recurso será usado para atenção básica e alta e média complexidade. Esse recurso é finito, a demanda é infinita, mas com gestão e planejamento vamos conseguir estabelizar esses problemas da saúde pública”.

O secretário não deu um prazo para a volta da normalidade da saúde pública de Campo Grande, com remédios disponíveis, equipamentos funcionando e todos os insumos para os médicos trabalharem. “Não podemos dar prazo na administração pública, porque vai que acontece uma epidemia de alguma doença. Acredito que em seis meses vamos conseguir dar uma boa organizada na rede, que precisa funcionar bem e atender a população”, declarou.

Já a prefeita Adriane Lopes afirmou que está investindo na modernização do sistema para melhorar a cidade, especialmente na saúde pública. “A gente está buscando as melhorias necessárias, com levantamento de dados, buscando no País o que tem de melhor na saúde pública para que possamos trazer para a nossa cidade e melhorar para a população”, afirmou. “Nós continuamos fazendo enfrentamentos para aumentar a arrecadação do Município e ofertar cada dia mais serviços de qualidade”, completou.