
Medicamentos conhecidos como “canetas do Paraguai” eram anunciados na internet sem autorização sanitária
A Anvisa voltou a soar o alerta sobre as chamadas “canetas emagrecedoras” vendidas de forma irregular no país. Em decisão publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (21), a agência proibiu a circulação da tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de determinar a apreensão e a proibição da retatrutida de todas as marcas.
Segundo a Anvisa, os produtos não possuem registro no órgão sanitário, requisito obrigatório para fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso no Brasil. A medida vale para todos os lotes fabricados a partir de 1º de janeiro de 2020.
A tirzepatida é indicada para o tratamento do diabetes tipo 2 e ganhou popularidade por ser usada também para perda de peso, especialmente por meio das chamadas canetas injetáveis. De acordo com a agência, as versões das marcas Synedica e TG estavam sendo anunciadas e vendidas principalmente pelas redes sociais, sem qualquer autorização sanitária.
Além da tirzepatida, a decisão inclui a retatrutida, uma substância ainda em fase de estudos clínicos e que não tem liberação para uso ou comercialização. A Anvisa afirma que qualquer produto vendido com essa alegação não oferece garantia de segurança, eficácia ou qualidade.
Em nota, o órgão reforça que os medicamentos proibidos são de origem desconhecida, fabricados por empresas sem identificação clara, o que representa risco à saúde. Por isso, a recomendação é que não sejam utilizados em nenhuma hipótese.
A Anvisa orienta que profissionais de saúde e consumidores que identifiquem esses produtos entrem em contato com a Vigilância Sanitária local ou utilizem os canais oficiais de atendimento da agência. Procuradas, as empresas Synedica e TG ainda não se manifestaram; o espaço segue aberto.



















