Após assembleia, Guarda Civil da Capital pode parar na próxima semana

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(Foto: Divulgação/Sindicato)

Classe aguarda por devolutiva da prefeitura

O Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de Campo Grande realizaram na manhã desta quinta-feira (27) uma assembleia-geral da categoria, onde aprovaram indicativo para greve a partir da próxima semana. Ao todo são 1.050 mil servidores e 750 representados pelo sindicato.

No último dia 13 de janeiro, guardas civis metropolitanos caracterizados com nariz de palhaço fizeram um protesto em frente ao Paço Municipal, onde pediam reajuste de 56% no vale-alimentação, que atualmente é de R$ 293,00 e promoção de 533 guardas que estão na terceira classe e aos 527 da segunda classe.

Sem nem uma resposta da prefeitura, sobre o reajuste solicitado e promoções, os 1.050 mil profissionais devem cessar os trabalhos já na semana que vem. Segundo o presidente do sindicato, Hudson Pereira Bonfim, conhecido na corporação por Bonfim, seu nome de guerra, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) anunciou publicamente que receberia membros do sindicato logo no início do ano, o que fez com que houvesse o movimento das assembleias para apresentação de demandas, no entanto, pouco tempo depois ele afirma que o chefe do executivo teria dito não ter margem para alterações, o que despertou a frustração nos profissionais.

Após assembleia, Guarda Civil da Capital pode parar na próxima semana
Profissionais em frente a prefeitura durante manifestação. (Foto: Divulgação/GMCG)

Outra assembleia está prevista para a próxima segunda-feira (31), na praça do Rádio Clube, em Campo Grande, onde até então se mantém a expectativa de indicativo de greve, caso a categoria não obtenha nenhuma resposta do poder público. Neste dia será deliberado o estado de greve, decisão que só vigora após 72 horas.

Atualmente são cerca de 30 guardas metropolitanos, lotados na Câmara Municipal de Campo Grande, que recebem cerca de R$ 900 de vale-alimentação, enquanto os demais somente R$293. “O que estamos solicitando é apenas uma isonomia, visto que isso é assegurado por lei”, reforça Bonfim. Outra informação relevante concedida e frisada pelo presidente do sindicato é que os pedidos, tanto do reajuste do vale-alimentício, quanto o de promoções de classe, em nada interferem no relatório de lei de responsabilidade fiscal.

“Realizamos estudo, buscamos alternativas para que tudo estivesse conforme a lei. Se as demandas pedidas que são de direito da corporação não forem atendidas, é por pura má vontade e não por questões burocráticas, ressalta, indignado o Guarda Civil da segunda classe, Hudson Bonfim.

Concluindo o presidente que representa a classe, afirmou que não é desejo dos servidores aderir à paralisação, entretanto não visualizam outra alternativa, já que nenhuma devolutiva foi dada até o momento por parte da prefeitura. “Nos sentimos no mínimo desrespeitados, uma situação que se tornou insustentável.”