Após mais de uma década, Petrobras aprova retomada das obras da UFN-III em MS

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Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), em Três Lagoas. (Foto: Divulgação/Agência Petrobras)

Unidade em Três Lagoas deve entrar em operação em 2029 e reforçar produção de fertilizantes

A Petrobras decidiu avançar na retomada de um dos maiores projetos industriais do setor de fertilizantes no país, ao aprovar, nesta segunda-feira (13), a volta das obras da UFN-III, em Três Lagoas, após reavaliação que confirmou a viabilidade técnica e econômica do empreendimento. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da Petrobras e marca a retomada oficial da UFN-III, que está paralisada há mais de uma década no município sul-mato-grossense.

O projeto integra o Plano de Negócios 2026–2030 da estatal e prevê investimentos de aproximadamente US$ 1 bilhão para a conclusão da unidade. Com a aprovação, a companhia dará início à assinatura dos contratos necessários para retomar as obras, o que deve ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano.

A expectativa da Petrobras é de que a retomada da construção gere cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos durante a execução do projeto em Três Lagoas e região.

A entrada em operação comercial da unidade está prevista para 2029. Quando concluída, a UFN-III terá capacidade de produzir cerca de 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia, parte dela destinada ao mercado.

A UFN-III teve as obras iniciadas em 2011, mas o projeto foi interrompido em 2014, após o encerramento do contrato com o consórcio responsável pela construção. À época, a Petrobras alegou descumprimento contratual. Em 2017, a estrutura chegou a ser colocada à venda, sem avanço na negociação.

O empreendimento também foi reavaliado a partir de 2023, quando a estatal voltou a investir no setor de fertilizantes. Segundo a companhia, a decisão atual reforça a estratégia de reduzir a dependência do Brasil de insumos importados, especialmente no agronegócio.

Com a retomada confirmada, a Petrobras deve atualizar o cronograma das obras e detalhar as próximas etapas de execução nas próximas semanas, consolidando a reativação de um dos projetos industriais mais antigos ainda em aberto no país.