As incertezas da Copa América de 2021

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Seleção brasileira na Copa América. (Foto: Fernanda Frazão/Agência Brasil)

A Copa América é um dos eventos mais importantes do mundo do futebol e ajuda a movimentar grandes quantidades de dinheiro em turismo, geração de emprego, mercado de apostas esportivas (que conta com várias plataformas e websites especializados, como o https://www.grandesloterias.com/pt/home.html) e outras várias atividades.

Mas há muitas incertezas em relação ao evento deste ano e os impactos no mercado de apostas, bem como no evento como um todo, podem ser muito significativos.

A importância da Copa América

A Copa América (chamada oficialmente de CONMEBOL Copa América) é um evento importante que já conta com 46 edições e reúne seleções de futebol dos países-membro da CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol).

O campeonato é um importante elemento de integração e interações do futebol da América do Sul e conta com Paraguai, Bolívia, Chile, Peru, Uruguai, Colômbia, Equador, Argentina, Venezuela e Brasil.

Além da integração no esporte, o evento ajuda na integração cultural e também promove a economia dos países que sediam os eventos, fomentando o turismo, patrocínios, mercados de apostas e uma série de outras atividades beneficiadas pelas partidas.

Mas a edição deste ano já enfrenta várias críticas. O Brasil, que se ofereceu para sediar o evento, ainda se encontra em uma situação crítica em relação à pandemia de covid-19.

Críticas à edição da Copa América de 2021

Com o cronograma das primeiras partidas já definido e anunciado, está praticamente certo que o Brasil vai sediar a edição da Copa América deste ano. O evento terá estreia no dia 13 de junho, no domingo, com uma partida entre as seleções do Brasil e da Venezuela no estádio Mané Garrincha, localizado em Brasília.

Mas não há muito entusiasmo em relação ao evento. Atletas, treinadores, clubes e também figuras políticas e especialistas em saúde já alertam para a gravidade da realização da Copa América em meio a uma nova onda da pandemia de covid-19 no Brasil.

O risco é de contaminação para atletas, treinadores, torcedores e todas as pessoas envolvidas no evento. Também há o questionamento de como o turismo funcionaria, já que há restrições à circulação de pessoas entre os países.

Atletas e treinadores se manifestam contra o evento

Martín Lasarte (Chile), Ricardo Gareca (Peru) e Lionel Scaloni (Argentina) são alguns dos técnicos que já se manifestaram contra o evento da Copa América este ano, principalmente em coletivas de imprensa.

“Me parece um risco enorme, a saúde está em primeiro lugar, no meu ponto de vista”, disse Lasarte, técnico da seleção do Chile, em uma coletiva de imprensa.

Gareca, que comanda a equipe peruana, também afirmou: “não acredito que haja um país na América do Sul que não tenha inconvenientes a respeito da pandemia. A pandemia está em todos os lados”.

Os jogadores da seleção brasileira também se colocaram contra o evento, e o técnico Tite já se pronunciou contrário à participação do time anfitrião na Copa América.

“Numa sequência cronológica, eu e Juninho externamos ao presidente [Bolsonaro] nossa opinião; na sequência, solicitaram, Eric, uma conversa com o presidente [Bolsonaro], direta e lealmente a ele falando suas opiniões, porque de todos os atletas ela está muito clara, muito limpa, muito clean”, declarou Tite em uma coletiva de imprensa.

Impasses e indefinições

A edição de 2021 da Copa América vem sendo marcada por vários impasses. O Brasil, que firmou o evento junto à CONMEBOL, não foi a primeira escolha para sediar o evento.

Antes, houve tentativas de realizar o evento na Argentina e, depois, na Colômbia. Por várias questões sanitárias e pressões políticas, os dois países se negaram a sediar a edição da Copa América deste ano.

Depois destas duas tratativas sem sucesso, a CONMEBOL, por meio da CBF, teve contato com o governo brasileiro que garantiu a realização do evento no país. Anunciado esta semana, o Brasil deve sediar todos os jogos do evento, em uma decisão que resultou do contato entre Alejandro Domínguez, presidente da CONMEBOL, e Rogério Caboclo, atual presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Os possíveis impactos negativos

Em meio a uma grave recessão econômica, um evento como a Copa América poderia injetar mais ânimo e investimentos no Brasil. Mas isto aconteceria em situações normais.

Em maio a uma pandemia e condições sanitárias graves não só no Brasil, mas nos demais países latinos, a realização do evento traz mais preocupações e riscos do que benefícios.

Os impactos negativos podem não compensar os possíveis ganhos financeiros que podem ser criados com o evento. Além disto, a publicidade já negativa da edição da Copa América deste ano, em meio a tanta confusão e incerteza, já reorienta o mercado de apostas para outros eventos esportivos mais bem definidos e organizados.