Às vésperas da sabatina, Jorge Messias intensifica articulação por vaga no STF

3
Jorge Messias foi indicado por Lula para assumir a cadeira de Barroso no STF (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Indicado de Lula busca apoio no Senado e precisa de 41 votos para aprovação

A poucos dias da sabatina no Senado, o nome indicado para o Supremo Tribunal Federal ainda está em fase intensa de articulação política nos bastidores de Brasília. O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, pretende manter conversas com senadores até a véspera da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, marcada para quarta-feira (29).

Durante a sabatina, os parlamentares irão avaliar se Messias está apto para assumir uma cadeira na Corte. No mesmo dia, o nome também deve ser analisado pelo plenário do Senado. Para ser aprovado, ele precisa de ao menos 41 votos favoráveis.

Segundo apuração, a estratégia do indicado é intensificar o diálogo nos dias que antecedem a votação. A agenda inclui visitas a gabinetes de senadores, com foco na consolidação de apoio político. A definição dos encontros deve ocorrer nesta segunda-feira (27).

A articulação inclui também a tentativa de reduzir resistências, especialmente entre parlamentares da oposição. Integrantes do PL, por exemplo, já sinalizaram posição contrária à indicação e devem levar à sabatina temas considerados sensíveis, como pautas de costumes e a atuação do Supremo em episódios recentes.

Outro ponto de atenção é a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A indicação de Messias já dura cerca de cinco meses e, até o momento, não houve conversa direta entre os dois. Alcolumbre chegou a demonstrar preferência por outro nome para a vaga, o senador Rodrigo Pacheco.

Apesar das resistências iniciais, aliados de Messias avaliam que o cenário atual é mais favorável e acreditam haver apoio suficiente para a aprovação no Senado.

A indicação foi feita por Lula em novembro do ano passado para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou a aposentadoria.