Protesto foi articulado ao longo da semana com adesivagem de veículos e distribuição de panfletos
Convocada por parlamentares e lideranças da direita, uma manifestação marcada para este domingo (1º) deve reunir apoiadores na região central de Campo Grande. O ato, batizado de “Acorda Brasil”, tem concentração prevista para as 8h na Praça do Rádio Clube, com saída do carro de som às 9h pela Avenida Afonso Pena em direção ao Parque dos Poderes.
Segundo os organizadores, o protesto é contra supostos casos de corrupção envolvendo a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os temas citados estão denúncias relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a liquidação do Banco Master.
Na última quinta-feira (26), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. A decisão gerou tumulto durante a sessão e críticas da oposição. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça, relator do caso, também determinou a quebra de sigilo. Mendonça assumiu ainda a relatoria do processo envolvendo o Banco Master após o ministro Dias Toffoli deixar o caso em meio a questionamentos sobre supostas ligações com o ex-CEO da instituição.
Percurso e pautas
De acordo com a organização, o trajeto seguirá pela principal avenida da Capital até o Parque das Nações Indígenas, onde haverá parada em frente ao complexo do Parque dos Poderes. O movimento começou a ser divulgado na segunda-feira (23), com adesivagem de veículos e distribuição de panfletos.
Entre as principais pautas defendidas estão pedidos de impeachment dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os organizadores afirmam que o ato não é restrito a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas dizem representar “toda a direita” e citam como referência as manifestações iniciadas em 2013.
Presenças confirmadas
Políticos de Mato Grosso do Sul filiados ao Partido Liberal (PL) confirmaram presença, entre eles o deputado estadual João Henrique Catan, o pré-candidato ao Senado Capitão Contar e os vereadores André Salineiro e Rafael Tavares. A presidente do Instituto Desperte e Governe e suplente de vereadora, Cassy Monteiro (PL), é apontada como uma das organizadoras do protesto na Capital.
Expectativa de público
Uma das organizadoras, Carol Mourão, afirma que a expectativa é reunir ao menos cinco mil pessoas. Segundo ela, ao longo da semana foram distribuídos cerca de 500 adesivos por dia e mil panfletos para mobilização.
Carol também cita como motivação atos promovidos pelo deputado federal Nikolas Ferreira (MG), incluindo uma caminhada até Brasília no fim de janeiro, classificando a convocação como nacional.
Já Cassy Monteiro afirma que o objetivo é demonstrar insatisfação com a condução do país. Entre as críticas, ela menciona aumento de impostos, problemas de saneamento básico e supostos escândalos de corrupção no âmbito do governo federal. “Se a gente não se manifesta, parece que a gente concorda”, declarou.




















