Governador afirmou que decisão é irreversível e disse que conversa com siglas ainda não reveladas; cenário mostra Lula à frente em simulações de segundo turno
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, comunicou oficialmente ao União Brasil sua decisão de deixar a legenda e afirmou que negocia filiação a outros partidos com vistas à corrida presidencial de 2026. Segundo o político, a decisão é irreversível e a expectativa é que uma nova definição sobre a filiação seja tomada nos próximos dias.
Em entrevista nesta terça-feira (27), Caiado disse que já informou o presidente do partido, Antônio Rueda, e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto sobre a decisão. “Eu já comuniquei ao Rueda e ao ACM Neto, que é meu amigo e irmão, e entendo a dificuldade do partido, mas já estou buscando alternativas para ter outro partido pelo qual me candidatar”, afirmou.
O governador explicou que a ideia de deixar a sigla vem sendo discutida desde o final do ano passado, mas que chegou a um ponto em que a indefinição não poderia se estender. “Essa é uma realidade que vem sendo discutida desde o período do Natal e do ano novo, e chegou o momento em que não se pode esperar mais”, declarou.
Sem revelar os nomes das legendas, Caiado afirmou que mantém conversas com outras siglas e que pretende avançar rapidamente para definir o caminho para a campanha presidencial. “Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias”, reforçou.
A movimentação ocorre em um contexto em que o governador ainda aparece atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenários de segundo turno. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 21 de janeiro indica 49% das intenções de voto para Lula contra 39% para Caiado, com 13% de indecisos. O levantamento entrevistou 5.418 pessoas entre 15 e 20 de janeiro, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95% (registro BR-02804/2026 no TSE).
Caiado defendeu a pulverização de candidaturas no campo da direita como estratégia para enfrentar o PT. “Com o PT no poder, é um processo duro, que não tem limite e tenta ganhar a eleição a qualquer custo. Se houver apenas um candidato, ele terá dificuldade de chegar até outubro”, disse.
O governador também comentou sobre o peso de apoios políticos na eleição. Segundo ele, o prestígio de Jair Bolsonaro não garante transferência integral de votos a um indicado. “Uma coisa é ele ser candidato, outra é indicar alguém. Não existe transferência total”, afirmou, acrescentando que apoiaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.
A assessoria de Caiado informou que não haverá novas manifestações públicas sobre o assunto neste momento.




















