Câmara acata pedido e abre processo contra vereadora que ameaçou matar assessora

716
Sessão da Câmara realizada nesta segunda-feira (9) (Foto: Divulgação/CMD)

A Câmara Municipal de Dourados instaurou na noite dessa segunda-feira (9) uma Comissão Processante contra a vereadora Maria Imaculada Nogueira, a Lia Nogueira (PP), por quebra de decoro, após ser protocolado uma denúncia, horas antes da sessão, por uma ex-servidora de seu gabinete, que relata ameaças de morte feitas pela parlamentar.

Com duas ausências, Creusimar Barbosa (DEM) e Liandra Brambilla (PTB) , os vereadores aprovaram a abertura da Comissão pelo placar de oito votos a sete. Votaram a favor da processante os vereadores Elias Ishy (PT), Maurício Lemes (PSB), Marcão da Sepriva (Solidariedade), Cemar Arnal (Solidariedade), Jânio Miguel (PTB), Daniela Hall (PSD), Daniel Junior (Patriotas) e Sérgio Nogueira (PSDB).

Contrários, foram Olavo Sul (MDB), Fábio Luis (Republicanos), Diogo Castilho (DEM), Juscelino Cabral (DEM), Rogério Yuri (PSDB), Márcio Pudim (DEM) e Marcelo Mourão (Podemos).

Já o presidente da Casa de Leis Laudir Munaretto (MDB) não vota, assim como a parlamentar alvo da investigação.

Acusação

Lia Nogueira é acusada de ameaçar de morte a ex-assessora Patrícia Brandão, 32, que trabalhou com ela de 2016 até a semana passada. No dia 2 deste mês, Patrícia procurou a polícia e denunciou as ameaças de morte.

À polícia, contou que ela e os filhos, de 9 e 10 anos, foram ameaçados e que em mais de uma ocasião Lia disse que atiraria com pistola 9 milímetros em sua boca. Imaculada suspeitava que Patrícia a estava traindo.

A vereadora nega as acusações, diz que o fato não lhe causa estranheza e enxerga a medida como retaliação e prometeu denunciar a mulher por calúnia e difamação.

Na sessão de ontem, Lia Nogueira voltou a afirmar que a denúncia é retaliação e acusou pessoas ligadas ao prefeito Alan Guedes (PP), que presidia a Câmara no período em que teriam ocorrido as supostas irregularidades denunciadas por ela.

Comissão Processante

A comissão será presidida pelo vereador Juscelino Cabral (DEM), aliado de Maria Imaculada e que votou contra a abertura do processo de cassação.

Como relator foi escolhido o vereador Janio Miguel (PTB) e como membro Mauricio Lemes (PSB). Os dois votaram a favor do processo.

Eles têm 90 dias para analisar as provas, ouvir depoimentos e entregar o relatório final.