Faltando menos de um mês para o retorno dos trabalhos da Câmara Municipal, os vereadores ainda tentam um consenso para a efetivação de uma sessão extraordinária com a finalidade de discutir o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e também da Taxa de Lixo de 2026. Nesta segunda-feira (12), o presidente da Casa de Leis, vereador Papy (PSDB), esteve reunido com os demais parlamentares para encontrar uma proposta (projeto de lei) para será votada.
Além do reajuste do imposto – que em alguns casos chegou aos 300% -, a população também reclama do fim da bonificação dos 20% para o pagamento à vista. “A discussão mais importante hoje é sobre o que vai ser votado na sessão extraordinária. Tenho certeza de que os vereadores só vão se reunir se tivermos o consenso entre nós para uma aprovação unânime. Então, sim, teremos, mas não tem data definida ainda”, declarou.
Mais cedo, Papy também se encontrou com a prefeita Adriane Lopes (PP) para discutir a situação, mas adiantou aos jornalistas que não devem ocorrer alterações no valor do IPTU, propriamente dito. “É certo que a gente está objetivando discutir mais a Taxa do Lixo, que ataca linearmente toda a população do que o aspecto dos 20%, que atinge aqueles que pagam apenas à vista. A Taxa de Lixo atinge todos os campo-grandenses de uma forma linear”.
Como o carnê vem com os valores dos dois impostos somados, Papy mencionou que a Prefeitura terá que ver, internamento, como será feita a eventual devolução dos valores. “Essa é mais uma questão técnica de logística da Prefeitura, mas eu entendo que lei é feita para cumprir-se. Se daqui sair uma determinação que reverta o quadro em relação à arrecadação da Prefeitura sobre a taxa de lixo, a Prefeitura tem que encontrar os seus caminhos para equacionar isso”, afirmou.
O presidente da Câmara também comentou que alguns pedidos já foram atendidos pela Prefeitura, como a prorrogação do prazo para o pagamento à vista e também da primeira parcela, que agora pode ser quitada até o final deste ano. “O trabalho do vereador Rafael [Tavares, presidente da Comissão Especial do IPTU] resulta numa sessão extraordinária. Então o caminho é esse que nós estamos seguindo. Já conversei com a prefeita hoje e nós vamos ficando sem saída”.
O próprio Rafael Tavares também participou da coletiva e comentou que a decisão da Câmara é uma resposta direta à população.“Foi uma demanda da população. Eu comuniquei ao presidente Papy, falei que nós queríamos agir dentro da competência do Poder Legislativo. Ele deu toda a autonomia para a comissão ser formada, para ouvir principalmente a Prefeitura e tentar encontrar um caminho de negociação, porém não foi possível”, afirmou.
Segundo Tavares, o sentimento predominante entre os vereadores é de indignação com o reajuste, especialmente em um contexto de dificuldades nos serviços públicos. “Eu conversei com a maioria dos vereadores. Todos estão, de uma maneira ou de outra, indignados com o aumento que ocorreu. Campo Grande teve um ano difícil de serviços públicos, e a gente entende, de forma praticamente unânime, que a cidade não pode cobrar essa fatura do cidadão da forma como foi feito, sem passar pela Casa”, disse.
Em seguida, Papy voltou a garantir que, após concluir as deliberações internas, irá comunicar formalmente a prefeita Adriane Lopes sobre as decisões da Câmara. “Eu me comprometi com a prefeita Adriane de que, assim que nós terminássemos as nossas deliberações, eu iria até lá para conversar. Isso é cortês e litúrgico da nossa parte”, afirmou. Ele também vai se reunir com o conselheiro do Tribunal do Contas do Estado, Osmar Jeronymo, para tratar dos aspectos legais e dos impactos das medidas que podem ser adotadas.




















