Imagens de uma câmera de videomonitoramento instalada em um comércio na frente da praça da Catedral de Santo Antônio, no cruzamento das ruas Calógeras e Quinze de Novembro, flagraram a dinâmica da abordagem policial que resultou na morte de uma travesti identificada pelo primeiro nome social de Gabriela, de 27 anos.
Conforme consta, a vítima estava acompanhada de outros dois travesti e um homem. Ao avistarem a viatura se aproximando, eles tentam deixar a praça, mas são encurralados pela equipe na esquina. Os policiais pedem para que todos parem, mas há resistência e confronto com troca de empurrões, socos e chutes.
Na confusão, um dos militares tenta imobilizar um dos integrantes do grupo na faixa de pedestre, mas tem dificuldade pela resistência do mesmo. Outro policial se aproxima para ajudar, mas é atacado pela travesti Gabriela, que desfere ao menos três golpes e se afasta. Na sequência, este PM retorna para junto do primeiro, que está imobilizando o outro.
Porém, os dois são novamente agredidos pela Gabriela, que tenta fazer com que soltem a amiga. Nesse momento, conforme mostram as imagens, a arma do policial militar cai no chão e a travesti pega, rapidamente, apontando para militares. As informações indicam que ela chegou a puxar o gatilho, mas o tiro não ocorreu, possivelmente por estar travada.
Um dos policiais, como resposta e para garantir a defesa própria, atira quatro vezes contra a travesti. Ela foi baleada duas vezes na coxa direita, no quadril e também no abdômen, chegou a ser socorrida, mas sofreu uma parada cardíaca no caminho para a Santa Casa, não resistindo e morrendo ainda na ambulância. Não há informações sobre prisões na ocorrência, mas uma faca foi apreendida.
Ainda segundo a apuração, a travesti Gabriela acumulava dezenas de passagens policiais por diversos crimes, como furto, roubo, lesão corporal, resistência e até mesmo homicídio. A última ocorrência foi em outubro de 2025, quando entrou em confronto com uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no Centro POP.



















