Campo Grande entra em alerta com previsão de chuvas e calor intenso em MS

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(Foto: EnfoqueMS)

Capital pode registrar pancadas ao longo do dia; acumulados no estado podem passar de 60 mm nas próximas semanas

Entre o sol da manhã e as nuvens carregadas da tarde, Campo Grande entra em mais um dia de atenção para o tempo instável. Nesta sexta-feira (6), a Capital deve registrar calor, aumento de nebulosidade e pancadas de chuva ao longo do dia, cenário que se repete em várias regiões de Mato Grosso do Sul e que deve se manter nas próximas semanas.

As precipitações estão previstas principalmente para as regiões noroeste e norte do estado. A orientação dos meteorologistas é para que a população não dispense o guarda-chuva, já que a chuva pode ocorrer de forma rápida e isolada. De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), mesmo com a instabilidade, o calor volta a ganhar força, sobretudo no sul, sudoeste e sudeste de MS, onde as temperaturas podem chegar a 38°C.

Em Campo Grande, a sexta-feira começa com sol, mas a nebulosidade aumenta entre o fim da manhã e o início da tarde. Há previsão de pancadas de chuva fraca durante a tarde e à noite, com máxima de 30°C. O padrão segue típico do verão: calor, abafamento e mudanças rápidas nas condições do tempo.

As chuvas devem continuar em Mato Grosso do Sul e manter o cenário de alerta nas próximas semanas. Segundo boletim do Cemtec, são esperados acumulados acima de 60 milímetros entre os dias 5 e 21 de fevereiro, principalmente nas regiões centro-norte, leste e nordeste do estado. O volume elevado aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e elevação rápida do nível dos rios.

De acordo com o meteorologista Natalio Abraão, a previsão para os próximos dias indica predomínio de sol e temperaturas em elevação na maior parte do estado, mas com possibilidade de pancadas isoladas a partir da tarde desta sexta até sábado (7). Em Campo Grande, no sul do estado e na faixa entre Bonito, Ponta Porã e Porto Murtinho, essas chuvas devem ser fracas e localizadas. Já em municípios como Corguinho e Rochedo, a chance de chuva segue baixa até domingo, mantendo o tempo mais firme.

No curto prazo, entre sexta (6) e sábado (7), o tempo permanece instável em parte do estado. Enquanto o sul, sudoeste e sudeste enfrentam calor intenso, com máximas entre 35°C e 38°C, regiões como o centro-norte — que inclui Campo Grande —, além do norte e nordeste, podem registrar chuvas intensas e tempestades, acompanhadas de raios e rajadas de vento. A instabilidade está associada à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul.

O Cemtec alerta que essas áreas já acumulam volumes elevados de chuva nos últimos dias, o que aumenta o risco de alagamentos urbanos, enxurradas e elevação rápida de rios, principalmente em locais com drenagem deficiente. A recomendação é de atenção redobrada no trânsito e evitar atravessar vias alagadas.

A partir da tarde de sábado (7) e ao longo de domingo (8), a aproximação de uma frente fria deve intensificar as áreas de instabilidade, sobretudo no sul do estado. O tempo tende a ficar mais fechado, com aumento da nebulosidade e possibilidade de temporais. Entre domingo (8) e segunda-feira (9), a previsão indica sol no início do dia, seguido de rápida mudança no tempo, com retorno das chuvas e tempestades em grande parte de MS.

Os volumes podem ultrapassar 30 a 40 milímetros em 24 horas, especialmente na região centro-leste. Em Campo Grande, as temperaturas variam entre 29°C e 31°C até sábado e devem cair levemente com a chegada da frente fria, ficando entre 28°C e 30°C no início da próxima semana.

Outro ponto de atenção são os ventos, que podem atingir velocidades entre 40 e 60 km/h, com rajadas acima de 60 km/h em pontos isolados. Com o solo encharcado, aumenta o risco de quedas de árvores e danos em estruturas mais frágeis.

A previsão indica que o padrão de calor combinado com chuva deve continuar ao longo da segunda quinzena de fevereiro, mantendo o solo saturado e exigindo atenção constante da população, especialmente nas áreas urbanas e regiões já afetadas por volumes elevados de precipitação.