Campo Grande se prepara para receber um dos encontros ambientais mais importantes do mundo. Entre os dias 23 e 29 de março, a capital de Mato Grosso do Sul sediará a COP15 (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), evento internacional que reunirá representantes de 133 países.
A realização da conferência no Brasil só foi possível após articulação no Congresso Nacional liderada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), relator do projeto que validou o acordo internacional.
Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o parlamentar foi responsável por garantir a segurança jurídica necessária para a realização da conferência no Brasil. A aprovação do Projeto de Decreto Legislativo 50/2026 ratificou o acordo entre o governo brasileiro e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, permitindo a realização do evento em Campo Grande.
Para entender de forma simples o que é a COP15, basta imaginar uma grande conferência mundial dedicada à proteção de animais que não conhecem fronteiras. O encontro reúne representantes de diversas nacionalidades para discutir estratégias de preservação de aves, peixes, mamíferos e outras espécies que percorrem milhares de quilômetros em busca de alimento, reprodução e abrigo.
Esses animais desempenham funções essenciais para o equilíbrio da natureza e também para a vida humana. Espécies migratórias ajudam a polinizar plantas, transportar nutrientes, controlar pragas e manter os ecossistemas funcionando. Por isso, sua proteção depende de ações coordenadas entre vários países ao longo de suas rotas migratórias.
Ao trazer esse debate para Mato Grosso do Sul, o Brasil coloca Campo Grande no centro da agenda ambiental global. A cidade passa a receber cientistas, autoridades, organizações ambientais e representantes de comunidades tradicionais que irão discutir soluções para preservar a biodiversidade mundial.
O papel do senador Nelsinho Trad foi garantir que esse encontro pudesse acontecer. Sem o relatório favorável apresentado por ele e a aprovação do acordo no Senado, o compromisso internacional não teria validade legal no país, o que impediria o repasse de recursos para a organização do evento.
Na prática, a atuação do parlamentar funcionou como a peça-chave que permitiu transformar o planejamento em realidade. Com a aprovação do acordo e a promulgação do Decreto Legislativo nº 12/2026, a capital sul-mato-grossense agora se prepara para receber cerca de três mil visitantes estrangeiros durante a semana da conferência.
Para receber a conferência internacional, o Governo do Estado anunciou investimento de aproximadamente R$ 10 milhões em infraestrutura. Já o governo federal estima um custo total de cerca de R$ 86 milhões, incluindo logística, segurança, tradução simultânea, estrutura técnica e apoio às delegações internacionais.
De acordo com o senador Nelsinho Trad, além da projeção internacional, o evento também representa oportunidade de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul.
“Eventos dessa magnitude ampliam a cooperação internacional, estimulam o intercâmbio científico e fortalecem a economia local, ao mesmo tempo em que destacam a importância ambiental do nosso estado e do Pantanal”, destacou.




















