Capital registrou 664 empresas em fevereiro, com predominância do setor de serviços e cenário impulsionado por investimentos e mercado de trabalho aquecido
Abrir empresa virou movimento crescente em Campo Grande — e os números mais recentes mostram que o empreendedorismo tem escolhido a Capital como principal porta de entrada para novos negócios em Mato Grosso do Sul. Em fevereiro, a cidade concentrou quase metade das empresas abertas no estado, impulsionada principalmente pelo avanço do setor de serviços.
Dados do Boletim Econômico de fevereiro de 2026, elaborado pelo Observatório de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), apontam que 664 novas empresas foram registradas na Capital, o equivalente a 44,06% das aberturas em Mato Grosso do Sul no período.
No total, o estado contabilizou 1.507 novos negócios, o maior volume já registrado em um único mês.
Serviços puxam crescimento
O setor de serviços liderou com ampla vantagem, concentrando 78,1% das novas empresas abertas em Campo Grande. O resultado reforça a tendência de uma economia cada vez mais voltada à prestação de serviços especializados e às demandas urbanas.
Entre os segmentos que mais cresceram estão:
- serviços administrativos;
- atendimentos médicos ambulatoriais;
- holdings não financeiras;
- atividades de psicologia e psicanálise.
Segundo o levantamento, o comércio aparece na segunda colocação, com 18,97% das aberturas, enquanto a indústria respondeu por 2,92% dos novos registros.
No recorte estadual do primeiro bimestre, Mato Grosso do Sul somou 2.371 empresas abertas, mantendo a predominância do setor terciário, responsável por mais de 78% dos novos negócios.
Mercado de trabalho acompanha expansão
O cenário positivo também se refletiu no mercado de trabalho. Durante fevereiro, a Fundação Social do Trabalho (Funsat) registrou oferta superior a 1.300 vagas diárias em Campo Grande, indicando aumento da atividade econômica e ampliação das oportunidades.
No contexto nacional, a taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro. Já em Mato Grosso do Sul, o ano começou com saldo positivo de 3.936 empregos formais, impulsionados principalmente pelos setores de serviços e construção civil.
Investimentos reforçam expectativas
A perspectiva de crescimento econômico é reforçada por investimentos públicos e privados previstos para os próximos anos. Entre os principais projetos estão:
- modernização do Aeroporto Internacional de Campo Grande, com investimento de R$ 300 milhões;
- construção do primeiro hotel da rede Hilton no Centro-Oeste, com aporte de R$ 90 milhões;
- obras de drenagem e pavimentação em 28 bairros, somando R$ 243 milhões;
- nova lei do Prodes, que pode atrair cerca de R$ 500 milhões em investimentos privados.
Segundo o secretário municipal Ademar Silva Junior, os indicadores apontam para a consolidação de uma economia mais diversificada. “Os números confirmam que Campo Grande vive um ambiente econômico favorável, com crescimento do empreendedorismo, fortalecimento do setor de serviços e atração de novos investimentos”, afirmou.
Capital avança em ranking nacional
O desempenho econômico também refletiu no Ranking de Competitividade dos Municípios. Campo Grande manteve a liderança no Centro-Oeste e alcançou a 71ª posição nacional, avançando 15 colocações em relação ao ano anterior.
Apesar do cenário positivo, o relatório também aponta alta rotatividade empresarial. Em fevereiro, o índice chegou a 90,1%, acima dos 72,5% registrados em 2025, indicando abertura e fechamento frequente de negócios no período.



















