Em mais um dia de chuva intensa em diferentes bairros, Campo Grande segue registrando pontos de alagamentos e enxurradas pela falta de drenagem e mecanismos de contenção de água pluvial. Nessa quarta-feira (14), as estações meteorológicas do CEMTEC (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) apontaram para 55,2 milímetros no intervalo de 12h e ventos de até 87,1 km/h.
Entre os estragos, destaque para a queda de uma árvore de grande porte na Rua Caravelas, no bairro Santa Mônica. A estrutura acabou atingindo um veículo Fiat Uno que estava estacionado ao lado. O Corpo de Bombeiros foi mobilizado para retirar a árvore. Houve também o rompimento de fios de energia, deixando a região no escuro.

No cruzamento das Ruas Teófilo Otoni e Joaquim Vieira de Almeida, no bairro Vila Popular, a situação foi um alagamento. Sem ter para onde escoar, a água da chuva acumulou no local, transformando em uma verdadeira lagoa, dificultando o trânsito de veículos e ciclistas, que tiveram que se molhar para seguir o destino.

Em outro ponto da cidade, o estrago foi na Rua Purús, no bairro Jardim Colúmbia. Imagens de moradores mostra a via totalmente tomada pelo barro, após o fim da chuva. Eles cobram uma solução definitiva por parte da Prefeitura Municipal, ante ao valor abusito que está sendo cobrado no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Outra publicação que viralizou foi da Rua Coronel Adalto Barbosa, no bairro Santa Luzia. O vídeo mostra o via completamente debaixo da água. Segundo os moradores, o local recebe a água de todo o bairro e, como não tem para onde escorrer, acaba empoçada até secar. “Um verdadeiro rio essa rua!”, crítica o autor do post.
A situação é semelhante ao da Rua Abadia Jabour, no bairro Jardim Ouro Verde, onde não há asfalto. Os moradores apontam que é algo recorrente, já que não qualquer ferramenta de drenagem para impedir que a água dessa. O alagamento também afetou a Rua Afrânio Fialho Figueiredo, no bairro Ana Maria do Couto, dificultando o acesso dos moradores às suas próprias casas.
O dia também ficou marcado pelo princípio de um tornado, chamado pelos meteorologistas de ‘nuvem funil’, nas regiões dos bairros Paulo Coelho Machado, Jardim Los Angeles, Moreninhas e também na saída para Sidrolândia. Diversos moradores registraram o fenômeno e compartilham nas redes sociais, despertando a curiosidade e o medo de um tornado, após os casos no interior do Paraná. “Tá formando um negócio ali que está descendo para cá”, declara a autora de um dos flagrantes.
Essa é a segunda vez somente nesta semana que uma nuvem funil é flagrada na Capital. A anterior foi no último domingo (11). O meteorologista Natálio Abrahão explica que as condições meteorológicas favorecem, mas não há riscos. “A nuvem funil se caracteriza por uma coluna de ar em rotação que se estende a partir da base da nuvem, visível a olho nu. Quando toca o solo é classificado como tornado, mas para isso é preciso outros elementos, como ventos acima dos 100 km/h”, disse.
Campo Grande e demais cidades do estado estão em alerta para a ocorrência de tempestade ao longo das próximas horas, segundo alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Há previsão é de céu carregado e possibilidade de mais pancadas de chuva isoladas ao longo do dia. Esse padrão está associado à alta umidade, calor e sistemas de baixa pressão atmosférica que têm favorecido condições instáveis na região.
Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o cenário é típico do verão, com calor, alta umidade e condições para pancadas de chuva frequentes. Ao longo dos próximos dias, as manhãs devem começar com sol e variação de nebulosidade. A partir da tarde e ao longo da noite, aumentam as chances de pancadas de chuva, favorecidas pelo aquecimento diurno e pelo deslocamento de cavados. Em pontos isolados do Estado, podem ocorrer chuvas intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.











