
Desfiles, blocos de rua e eventos culturais devem movimentar comércio, hotéis e transportes nas principais cidades
O Carnaval de 2026 promete transformar ruas, hotéis e centros comerciais de Mato Grosso do Sul em um grande palco de festa e movimentação econômica. Em Campo Grande, Corumbá e Rio Verde, foliões e turistas devem impulsionar o comércio, o turismo e o setor de serviços, com expectativa de milhares de pessoas circulando pelas cidades e milhões de reais injetados na economia local.
Na Capital, a previsão é de que mais de 100 mil pessoas participem da programação, incluindo blocos de rua e os desfiles das escolas de samba nesta segunda (16) e terça-feira (17), na Praça do Papa, na Vila Sobrinho. O Governo do Estado dobrou o investimento em relação ao ano passado, destinando cerca de R$ 2,6 milhões à Liga das Escolas de Samba, reforçando o Carnaval como evento cultural e oportunidade de gerar renda.
O impacto econômico se reflete também nos transportes: a Rodoviária de Campo Grande estima 22 mil passageiros até a Quarta-feira de Cinzas (18), com embarques mais intensos ocorreram entre quinta (12) e sexta-feira (13). Empresas aéreas no Aeroporto Internacional de Campo Grande disponibilizaram mais de 25 mil assentos disponíveis no mesmo período, enquanto em Ponta Porã ofereceram 544 assentos. Os destinos mais procurados incluem cidades do interior, como Corumbá, Dourados, Três Lagoas e Bonito, além de capitais como Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Comércio e turismo em Campo Grande
De acordo com a Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), o Carnaval deve movimentar cerca de R$ 25,2 milhões na Capital, crescimento estimado de 5% em relação a 2025. Cada morador deve gastar, em média, R$ 550 com alimentação, lazer, transporte e compras. O fluxo de visitantes de outras cidades aumenta ainda mais o movimento no comércio e na rede hoteleira.
Corumbá: tradição e economia
Em Corumbá, a expectativa é de 25 mil pessoas por dia e entre 5 mil e 7 mil turistas durante o período carnavalesco. Segundo Zelinho Carvalho, diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, a estimativa é que a movimentação financeira chegue a R$ 14 milhões. A cidade conta com 26 hotéis urbanos, 181 unidades habitacionais e 1.959 leitos, além de imóveis alugados por plataformas digitais. Durante o Carnaval, a ocupação média sobe para 75%, com turistas permanecendo, em média, 3,5 dias.
A programação descentralizada, incluindo o Carnaval Cultural, Casario Folia e eventos em Albuquerque, ajuda a espalhar o movimento e fortalecer a economia local. “Ao ampliar as opções de programação e distribuir as atrações, conseguimos valorizar diferentes territórios, aumentar o gasto médio por turista e gerar oportunidades para empreendedores locais”, afirmou Zelinho Carvalho.
Rio Verde retoma o Carnaval
Após quase uma década sem festa oficial, Rio Verde realiza o Rio Verde Folia 2026, que iniciou ontem (14) e segue até amanhã (16), na Praça das Américas. Gratuito, o evento espera receber entre 5 mil e 8 mil pessoas e conta com 1.200 leitos entre hotéis, pousadas, casas para aluguel e áreas de camping. A programação inclui Carnaval Infantil, trio elétrico, palcos e atrações diversificadas, combinando folia com contato com a natureza.
Com festas consolidadas, retomadas estratégicas e investimentos maiores, o Carnaval de 2026 deve ser um dos períodos mais movimentados do ano em Mato Grosso do Sul. Para os foliões, é hora de colocar a fantasia; para o comércio e o turismo, é a oportunidade de transformar animação em renda.



















