Casos de Febre Chikungunya crescem em MS e já mataram 12 pessoas; oito só em Dourados

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Mosquito Aedes Aegipty transmissor da dengue e da febre chikungunya (Foto: Edemir Rodrigues/Gov. de MS)

Com mais dois registros confirmados pela Secretaria do Estado de Saúde (SES), o número de óbitos provocados pela Febre Chikungunya em Mato Grosso do Sul neste ano chegou a 12. A atualização consta na publicação do boletim epidemiológico semanal, nesta quinta-feira (16). Do total de mortes provocadas pela doença, oito são de residentes em Dourados, incluindo os dois mais recentes.

Casos de Febre Chikungunya crescem em MS e já mataram 12 pessoas; oito só em Dourados

Ao todo, o estado contabiliza 5.352 casos prováveis da doença, sendo 2.639 já confirmados pelos exames laboratoriais. Desse total, 46 mulheres infectadas estavam gestantes. Conforme dito, são 12 óbitos reconhecidos e mais dois estão em investigação. Os números colocam o ano de 2026 como o segundo pior da história da Chikungunya em MS, ficando atrás somente de 2025, que somou 17 mortes.

Com o crescimento dos registros, apenas cinco municípios ainda não possuem sequer uma notificação do vírus, são eles: Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Japorã e Tacuru. Outras 16 cidades estão no vermelho, ou seja, com alta incidência, quando são registrados mais de 300 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Casos de Febre Chikungunya crescem em MS e já mataram 12 pessoas; oito só em Dourados

Na lista de cidades com mais casos confirmados, Dourados lidera com 1.160; seguido por Fátima do Sul, com 532; Jardim, 263; Sete Quedas, 101; Bonito, 82; Corumbá, 64; e Aquidauana, 50. Dos 79 municípios, 18 ainda não tiveram nenhum caso confirmado da doença até o dia 11 de abril, quando os dados deste boletim foram computados pela SES.

A chikungunya é causada por vírus (CHIKV), do gênero Alphavirus, possuindo quatro genótipos, sendo que dois são encontrados no Brasil. A principal forma de transmissão é pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Outras formas menos comuns de transmissão são por meio de transfusão de sangue ou da gestante para o bebê. Não há transmissão por contato direto com um doente.

Os sintomas são febre alta, dor intensa nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, inchaço nas articulações, calafrios, vômitos e diarreia. Não existe tratamento específico, o manejo das pessoas doentes é realizado de forma a reduzir sintomas, que podem levar ao óbito.

Confira o boletim na íntegra: