Central controla da água que chega na torneira até destino correto para o esgoto em Campo Grande

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Foto: Divulgação

Abrir a torneira e ver a água correr é algo automático no dia a dia. O mesmo vale para o esgoto, que é coletado e segue o caminho correto. O que muita gente não vê é o trabalho contínuo que acontece nos bastidores para que tudo funcione como deveria. Esse trabalho é realizado no Centro de Controle de Operações (CCO) da Águas Guariroba, onde toda a operação de água e esgoto de Campo Grande é acompanhada em tempo real, 24 horas por dia.

É a partir do CCO que a concessionária monitora toda a sua operação. Estações de captação, reservatórios, unidades de tratamento, redes de água e esgoto são acompanhadas pelas telas do centro de controle. A equipe técnica observa dados como pressão, consumo e funcionamento do sistema, o que permite identificar qualquer mudança fora do padrão e agir rapidamente, evitando impactos maiores para a população.

“A função do CCO é antecipar a crise e realizar manobras que evitem que os clientes tenham falta d’água ou problemas na captação de esgoto. Muitos serviços realizados pela nossa equipe são gerados por identificação interna e não por meio de chamados externos. Nós monitoramos, identificamos e resolvemos qualquer intercorrência que possa causar interrupção no abastecimento muito antes do problema ocorrer lá na ponta”, afirma Guilherme Pereira, Supervisor do CCO.

Estratégia com base em dados

O ambiente é preparado para manter a atenção total da equipe. Ao todo, são 10 telas ligadas ao sistema de supervisão, alimentadas por cerca de 1.200 sensores espalhados por Campo Grande. Cada uma delas mostra uma parte diferente da operação, como mapas da rede, gráficos de pressão e vazão, níveis dos reservatórios, funcionamento das elevatórias e alertas quando algo sai do normal.

Central controla da água que chega na torneira até destino correto para o esgoto em Campo Grande

Os sensores enviam informações o tempo todo, enquanto sistemas de automação e softwares inteligentes ajudam a identificar falhas, reduzir perdas e tornar a operação mais eficiente. “Nosso sistema supervisório possui todos os dados instantâneos de nível de reservatório, vazões e status de bombas, distribuição de água e controles de pressão, que a gente denomina como PCPs (Ponto Crítico de Pressão)”, reforça Guilherme.

Durante o dia, oito profissionais atuam no CCO: quatro controladores, dois analistas, um coordenador e um supervisor. À noite, dois controladores seguem acompanhando a operação, garantindo que o monitoramento continue sem interrupções.

Atualmente, o CCO monitora 573 pontos do sistema de água em Campo Grande. Entre eles estão 156 poços, sendo 18 super poços, 121 reservatórios, 61 estações elevatórias de água tratada, duas estações elevatórias de água bruta nas captações do Guariroba e do Lageado, além de 38 pontos importantes de pressão, 77 válvulas redutoras de pressão e 91 loggers, equipamentos usados para medir e transmitir dados como pressão e volume de água.

O centro também acompanha as alterações climáticas ao vivo, pelo Climatempo, o que ajuda a antecipar períodos de chuva mais intensa. Além disso, cerca de 25 câmeras de segurança estão conectadas ao CCO e auxiliam tanto no acompanhamento de áreas estratégicas quanto na tomada de decisões em situações mais delicadas.

No sistema de esgoto, o monitoramento inclui ainda 27 elevatórias e duas Estações de Tratamento de Esgoto, somando 29 pontos acompanhados continuamente.

Números que reforçam a eficiência

Esse controle constante faz diferença no dia a dia da operação. Apenas no mês de janeiro, os controladores realizaram cerca de 40 mil ações diretamente pelo CCO, como ligar e desligar bombas, ajustar pressões e abrir ou fechar válvulas à distância. No mesmo período, o sistema registrou aproximadamente 21 mil alertas, todos analisados pela equipe para definir a melhor resposta.

“Sem esse monitoramento, muitos problemas só seriam percebidos quando já estivessem visíveis para a população, como falta de água, rompimentos de rede, vazamentos ou extravasamentos de esgoto”, explica o supervisor de CCO.

Com o CCO em funcionamento, a lógica muda: o problema aparece primeiro nos dados, permitindo uma atuação rápida antes que ele chegue às ruas. A partir do alerta identificado nas telas, o centro de controle avalia a situação e aciona as equipes de campo de forma direcionada, com mais agilidade e precisão.

Mais do que uma sala com muitas telas, o Centro de Controle de Operações é o ponto onde informação vira decisão e decisão vira ação. Um trabalho silencioso, feito todos os dias, que muitas vezes passa despercebido, mas que é essencial para garantir o funcionamento do sistema de água e esgoto e a qualidade do serviço prestado à população de Campo Grande.

Referência no Saneamento

A Águas Guariroba, faz parte da Aegea Saneamento, empresa que está presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros, atuando de norte a sul do país. Os estados em que atua são: Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo.

Em Mato Grosso do Sul, a Águas Guariroba atua com concessão plena em Campo Grande, com o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. No interior de MS, a Aegea está presente pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio da PPP (Parceria Público-Privada) com o Governo do Estado, a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal.