Mais uma pessoa faleceu em Mato Grosso do Sul como consequência da Febre Chikungunya, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que provoca a dengue e o zika vírus. A informação consta na plataforma Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, que acompanha em tempo real os registros no País.
A nova vítima da doença é uma idosa de 80 anos, residente em Jardim. Com isso, o número total do óbitos neste ano provocados pela Chikngunya chegou a sete. As outras mortes ocorreram em Dourados, sendo cinco ao todo e todas de pessoas moradoras nas aldeias indígenas, e uma em Bonito. Em 2025, o estado somou 17 óbitos provocados pela doença, até então o pior ano da série histórica.
Ainda nos dados da plataforma, são 3.237 casos prováveis, dos quais 1.631 já foram confirmados. No detalhamento, a incidência maior é em mulheres, com 57%. Já a faixa etária com maior número de casos é de pessoas entre 30 e 40 anos de idade. São 11 cidades com alta incidência, ou seja, com mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes.

A doença
A principal forma de transmissão é pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Outras formas menos comuns de transmissão são por meio de transfusão de sangue ou da gestante para o bebê.
Não há transmissão por contato direto com um doente. Após ser picado, o paciente pode levar de 02 a 12 dias para começar a ter sintomas de febre alta, dor muscular, dor de cabeça e fadiga.
O tratamento para a chikungunya visa aliviar os sintomas e melhorar o conforto do paciente:
- repouso e hidratação: prevenir a desidratação é fundamental, especialmente se houver febre
- analgésicos e medicamentos anti-inflamatórios: podem ser usados para diminuir a febre e aliviar a dor
- medidas para o alívio da dor nas articulações: aplicações de compressas frias ou quentes nas articulações afetadas podem proporcionar alívio temporário




















