Mato Grosso do Sul tem expectativa de produzir mais de 11 milhões de toneladas de milho na segunda safra 2025/2026. As lavouras devem ocupar aproximadamente 46% da área destinada à soja no Estado, uma redução significativa em comparação aos 75% que já ocupou anteriormente.
“O milho tem se destinado às áreas com menor risco climático, já as demais áreas devem ser ocupadas com sorgo, milheto, pastagem e outras culturas alternativas de segunda safra”, aponta o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.
E é justamente o clima que vai exigir um olhar atento do produtor rural para o manejo do milho segunda safra 2025/2026, já que os meses de maio a julho de 2026 devem apresentar um cenário de variabilidade climática em Mato Grosso do Sul.
De acordo com o monitoramento do Cemtec/Semadesc, a tendência para este trimestre, que marca etapas decisivas das lavouras e o início da colheita do milho segunda safra 2025/2026, é de chuvas com distribuição irregular e temperaturas que podem flutuar ligeiramente acima da média histórica.
Historicamente, o volume de chuvas neste período já é naturalmente reduzido, variando entre 100 e 300 mm na maior parte do Estado. Para este ano, a previsão aponta que essa umidade chegará de forma irregular, o que pode prejudicar o potencial produtivo do milho segunda safra, especialmente se ocorrer em fases críticas do seu desenvolvimento..
Além da irregularidade nas chuvas, o produtor deve encontrar um inverno com dias mais quentes do que o costume. Essa tendência de calor acima da média climatológica é reforçada pela alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño, que possui 61% de chance de se consolidar justamente neste trimestre. Embora o fenômeno ainda esteja em fase inicial, sua presença no radar indica que o segundo semestre poderá ter episódios de ondas de calor mais frequentes, o que requer atenção ao planejamento das próximas etapas da safra.
Mesmo com a previsão de um trimestre de transição com temperaturas mais elevadas, o cenário reforça a necessidade de acompanhamento das atualizações meteorológicas. O monitoramento regionalizado será a principal ferramenta para o agricultor tomar decisões estratégicas, garantindo que o manejo do milho segunda safra 2025/2026 esteja alinhado com o comportamento real do tempo em cada microrregião de Mato Grosso do Sul.



















