17/12/2014 12h00
Comissão liga Azambuja a crime e governador eleito rebate: “irresponsabilidade”
Dourados News
O governador eleito de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), teve seu nome ligado a morte de um jornalista no Paraguai. A informação foi veiculada nesta quarta-feira (17) por um dos principais portais do país, o UOL, que publicou matéria a respeito destacando que uma Comissão do Congresso do Paraguai vinculou o governador eleito com Vilmar Acosta, considerado o “cérebro” do assassinato do jornalista Pablo Medina e de seu assistente, Antonia Almada, há dois meses.
De acordo com o portal, a suposta relação foi divulgada pelo senador Arnoldo Wiens, membro da Comissão parlamentar bicameral que investiga o assassinato de Medina, correspondente do jornal “ABC Color” e conhecido por suas matérias sobre o narcotráfico no departamento de Canindeyú, na fronteira com o do Mato Grosso do Sul.
Ainda conforme publicado pelo portal, Wiens teria afirmado que Azambuja tinha “muita amizade” com Vilmar Acosta, que estava foragido desde a morte de Medina e é acusado de produção e tráfico de maconha. A morte de Medina e Almada provocou um enorme debate no Paraguai sobre as conexões entre narcotraficantes e políticos.
Por meio de nota enviada à imprensa, Azambuja rebateu as acusações que classificou como “irresponsável, leviana, inconsequente e irresponsáveis”. Dizendo-se indignado com a veiculação da informação de cunho grave, o governador eleito informou que não mantem qualquer vínculo com os citados nas referidas matérias e não foi procurado pela imprensa para falar sobre o assunto antes da publicação.
Reinaldo informou sua disposição de adotar todas as medidas judiciais cabíveis, no Brasil e no Paraguai, por danos contra sua imagem pública e determinou a entrada de advogados no caso. Azambuja acredita que seu compromisso em rever e reforçar justamente a política de Segurança Pública na fronteira de Mato Grosso do Sul – prioridade de seu futuro governo – pode estar por trás da manipulação de informações e tentativa de atingir sua honra e sua credibilidade.
Ele destacou ainda que, repetidas vezes, desde a campanha eleitoral e ainda como deputado federal, sempre cobrou medidas efetivas para combater o tráfico de drogas e de armas nas fronteiras abertas. “Quando se coloca o dedo na ferida, apontando os erros do atual sistema e interferindo diretamente nos interesses de quem não quer ver funcionar a Segurança Pública para a maioria da população, a reação é imediata”, concluiu o governador eleito.




















