
Inscrições seguem até 25 de fevereiro; seleção do Ministério das Relações Exteriores terá duas fases e reserva de vagas para ações afirmativas
Sessenta vagas, salário inicial acima de R$ 22 mil e provas aplicadas em todas as capitais do país, incluindo Campo Grande. Esses são alguns dos atrativos do novo concurso do Ministério das Relações Exteriores (MRE) para a carreira de diplomata, que abriu inscrições para o cargo de terceiro-secretário, porta de entrada da diplomacia brasileira.
O certame oferece remuneração inicial de R$ 22.558,56 e reserva oportunidades para ações afirmativas: três vagas são destinadas a pessoas com deficiência, 15 a candidatos pretos e pardos, uma a quilombolas e duas a indígenas. As demais são de ampla concorrência.
As inscrições seguem abertas até as 18h do dia 25 de fevereiro e devem ser feitas no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do concurso. A taxa é de R$ 229, mas doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem solicitar isenção durante o período de inscrição.
Não é exigida formação específica: podem concorrer candidatos com diploma de curso superior em qualquer área, desde que reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Também é necessário ter pelo menos 18 anos e estar em dia com as obrigações eleitorais e militares.
Duas fases de provas
A seleção será dividida em duas etapas. A primeira fase, prevista para 29 de março, será composta por prova objetiva no modelo “certo ou errado”, com questões de Língua Portuguesa, Inglês, História, Geografia, Direito, entre outras disciplinas. A aplicação ocorrerá em dois turnos, manhã e tarde.
Já a segunda fase terá provas escritas e será realizada em dois finais de semana consecutivos: 25 e 26 de abril, além de 2 e 3 de maio. Nessa etapa, os candidatos farão exames discursivos das mesmas matérias e também de um idioma adicional, espanhol ou francês.
O resultado final da segunda fase está previsto para 3 de junho, e a homologação do concurso deve ocorrer em 1º de julho.
Curso obrigatório no Instituto Rio Branco
Os aprovados ingressam no Curso de Formação do Instituto Rio Branco, etapa obrigatória para confirmação no cargo. Entre as atribuições do diplomata estão a representação do Brasil no exterior, a condução de negociações internacionais e a defesa dos interesses brasileiros em outros países.
Para concorrer às vagas reservadas, o candidato deve se autodeclarar no momento da inscrição. No caso de indígenas e quilombolas, haverá verificação documental por comissão formada, em sua maioria, por integrantes desses grupos.
Em abril de 2025, o governo federal também lançou um programa de bolsas para preparar candidatos indígenas para o concurso, em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Considerado um dos concursos mais difíceis e concorridos do país, o processo seletivo exige domínio de múltiplas áreas do conhecimento e preparação de longo prazo.


















