Proposta prevê impacto para residências e empresas atendidas pela Energisa
reajuste da conta de luz em Mato Grosso do Sul volta ao centro das discussões nesta quarta-feira (22), quando a Aneel retoma a análise do processo que pode elevar as tarifas no estado. A decisão estava prevista para a reunião anterior, no dia 14, mas foi adiada após pedido de destaque do diretor-geral, Sandoval Feitosa. Agora, o tema retorna à pauta da agência, com expectativa de definição sobre os novos valores.
Mesmo sem aprovação final, a proposta tarifária de 2026 já indica um aumento médio de 12,11% para os consumidores atendidos pela Energisa. O índice previsto é de 12,39% para clientes de alta tensão, como indústrias, e de 11,98% para baixa tensão, que inclui residências e pequenos comércios.
O cálculo considera um mecanismo chamado diferimento tarifário, no valor de R$ 21 milhões, solicitado pela concessionária. Na prática, esse recurso reduz o impacto imediato do reajuste, mas transfere parte dos custos para os próximos anos.
A medida, no entanto, preocupa representantes dos consumidores. O Concen-MS alerta que o valor diferido será corrigido pela taxa Selic, o que pode elevar ainda mais a conta no futuro, especialmente em 2027.
Sem esse mecanismo, o reajuste seria maior. A proposta inicial apontava aumento médio de 12,61%, reduzido após a inclusão do diferimento.
A distribuidora atende cerca de 1,1 milhão de unidades consumidoras em 74 municípios do estado. A decisão da Aneel deve definir o impacto direto no orçamento de residências, comércios e indústrias nos próximos meses.














