COP15 em MS vai atrair milhares de especialistas de mais de 100 países em março

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Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc

Escolhido para sediar a COP15 (Conferência das Nações Unidas para Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres) entre os dias 23 a 29 de março, Mato Grosso do Sul deve receber mais de 2 mil especialistas internacionais neste período para debater estratégias e medidas de ampliação e aprimoramento da proteção das espécies migratórias. A escolha pelo Estado se deve a importância do Pantanal para as espécies migratórias, em especial de aves.

Maior área alagável do mundo, a região pantaneira serve de parada para descanso e alimentação a uma grande variedade de aves em trajetos médios ou longos de migração. Campo Grande, sendo a capital do Estado, será a sede do evento, que teve os primeiros detalhes apresentados em coletiva de imprensa no fim da tarde de segunda-feira (2), no auditório do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

Participaram da coletiva o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capovianco, e a secretária de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério, Rita Mesquita.

“Será um grande momento para Mato Grosso do Sul apresentar o Pantanal para o mundo”, acredita Verruck. “O Governo do Estado está totalmente empenhado no projeto”, afirmou.

COP15 em MS vai atrair milhares de especialistas de mais de 100 países em março
Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc

A Conferência das Espécies Migratórias ocorre de três em três anos, e por isso está na 15ª edição – apesar de ser mais antiga que a Conferência das Mudanças Climáticas, que acontece todos os anos e em 2025 teve sua 30ª edição, em Belém (PA).

Apesar da importância do tema para a biodiversidade em geral, muitos países ainda não são signatários da Convenção. São 133 nações signatárias, conforme demonstrou Rita Mesquita. A Convenção das Mudanças Climáticas tem 198 partes.

O Brasil participa da Conferência desde 1º de outubro de 2015 e é visto como importante liderança mundial para questões ambientais. Ao sediar a COP15 das Espécies Migratórias, o país tem como meta ampliar o número de partes, sobretudo no continente americano. Não participam da Convenção a quase totalidade dos países da América Central e todos os países da América do Norte.

COP15 em MS

A COP15 de Campo Grande já está com praticamente toda a estrutura definida. A Zona Azul (Blue Zone) estará sediada no Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês, e outras atividades serão desenvolvidas no Bioparque Pantanal e na Casa do Homem Pantaneiro (que foi reformada para essa finalidade), ambos dentro do Parque das Nações Indígenas. Outro ponto que receberá eventos da COP15 é o Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, no Parque dos Poderes.

COP15 em MS vai atrair milhares de especialistas de mais de 100 países em março
Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc

Jaime Verruck afirmou que as lideranças dos setores hoteleiro e de restaurantes e similares já foram procurados para que tomem as medidas necessárias, a fim de acomodar e atender todo o público que virá para a Conferência. Também foram contactadas as companhias aéreas para que ofereçam voos extras no período da realização do evento.

Outra providência necessária será a disponibilidade de linhas de ônibus entre o shopping Bosque dos Ipês e o centro da cidade e regiões hoteleiras.

O Governo de Mato Grosso do Sul está completamente envolvido com o evento, fato que motivou agradecimentos por parte dos representantes do Ministério do Meio Ambiente.

A Fundação de Turismo (Funtur), por exemplo, está articulando junto ao trade turístico roteiros de visitação ao Pantanal e a Bonito para quem tiver interesse em conhecer esses destinos. Já a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) vai mobilizar efetivo tanto no aeroporto, nos locais do evento e regiões de circulação dos participantes, para garantir a segurança e ordenar o deslocamento.