Ao saber que deve ser enquadrado em 11 crimes pelo relator da CPI da Covid-19, presidente criticou senador
O presidente Jair Bolsonaro minimizou a notícia de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid-19, vai pedir o indiciamento dele por ao menos onze crimes no relatório final, que será apresentado na próxima terça-feira (19). Além disso, o chefe do Executivo chamou o parlamentar de “bandido”.
“Sabia que eu fui indiciado hoje por homicídio? Alguém está sabendo aí? A CPI me indiciou por homicídio. O Renan Calheiros me indiciou por homicídio. Onze crimes. O Renan me chama de homicida. Um bandido daquele. Bandido é elogio para ele. O Renan está achando que eu não vou dormir porque está me chamando de homicida, está de sacanagem”, comentou Bolsonaro, ontem (15), ao conversar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.
Bolsonaro criticou os trabalhos da CPI e disse que a comissão deveria apontar eventuais falhas cometidas por governadores e responsabilizá-los. “O que passa na cabeça do Renan Calheiros naquela CPI? O que passa na cabeça dele com esse indiciamento? Esse indiciamento, para o mundo todo, vai que eu sou homicida. Eu não vi nenhum chefe de estado ser acusado de homicida no Brasil por causa da pandemia. E olha que eu dei dinheiro para todos eles”, opinou.
Segundo apurado, Calheiros vai imputar os seguintes delitos ao chefe do Executivo: crime de epidemia com resultado de morte, prevaricação, crime de infração a medidas sanitárias preventivas, charlatanismo, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, genocídio indígena, crime contra a humanidade, crime de responsabilidade e crime de homicídio comissivo por omissão no enfrentamento da pandemia de Covid-19.
O parecer final do relator será votado pelo plenário da CPI na quarta-feira (20). Se aprovado, será remetido ao Ministério Público Federal. No que diz respeito às acusações contra Bolsonaro, caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se apresenta uma denúncia ao Poder Judiciário contra o presidente em razão das provas reunidas pela CPI da Covid-19.
Fonte: R7




















