O custo da cesta básica em Campo Grande ultrapassou a marca dos R$ 800 em março, impactando bastante na vida do trabalhador. Conforme o levantamento divulgado nessa quarta-feira (08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o conjunto formado por 13 alimentos considerados essenciais para uma família somou R$ 805,93 na capital sul-mato-grossense.
Na comparação com o mês de fevereiro, quando a cesta foi orçada em R$ 780,29, houve aumento de 3,29%, ou R$ 25,64 em valores reais. Campo Grande tem a quinta cesta básica mais cara entre todas as capitais do país. Já ao longo de um ano, ou seja, em relação ao mês de março de 2025, o valor aumentou 2,20%. Apenas nos três primeiros meses de 2026, o reajuste chegou aos 3,87%.

Para conseguir comprar os alimentos, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou de 109 horas e 23 minutos. Em fevereiro, esse tempo era de 105 horas e 54 minutos. Em março de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, o tempo de trabalho necessário era de 114 horas e 17 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer 53,75% da renda para adquirir a cesta.
Produtos mais caros
O aumento ocorreu devido ao reajuste de nove dos 13 produtos que compõem a cesta, com destaque para o feijão carioca (13,49%), seguido do tomate (11,08%), leite integral (9,20%), batata (7,71%), banana (4,04%), arroz agulhinha (2,84%), carne bovina de primeira (2,15%), farinha de trigo (1,37%) e óleo de soja (0,28%). Ao mesmo tempo, houve redução no café em pó (-1,02%), manteiga (-0,99%), açúcar cristal (-0,89%) e pão francês (-0,61%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis produtos: feijão carioca (34,34%), café em pó (14,13%), carne bovina de primeira (6,45%), pão francês (6,09%), batata (1,45%) e farinha de trigo (1,37%). Os itens que apresentaram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-33,89%), açúcar cristal (-16,67%), tomate (-12,02%), leite integral (-5,74%), manteiga (-3,14%), óleo de soja (-2,06%) e banana (-1,20%).
Já entre dezembro de 2025 e março de 2026, quatro produtos registraram alta: tomate (41,86%), feijão carioca (31,56%), batata (2,70%) e carne bovina de primeira (2,57%). Os seguintes alimentos apresentaram queda de preço: óleo de soja (-11,08%), açúcar cristal (-5,90%), café em pó (-4,81%), farinha de trigo (-4,10%), leite integral (-2,96%), banana (-1,51%), manteiga (-0,90%), arroz agulhinha (-0,50%) e pão francês (-0,50%).




















