Deputado federal muda de partido após anunciar permanência e amplia crise tucana em Mato Grosso do Sul
A poucos dias do encerramento da janela partidária, o cenário político em Mato Grosso do Sul voltou a mudar: o deputado federal Dagoberto Nogueira decidiu deixar o PSDB após anos na legenda e encaminhou sua filiação ao PP (Progressistas), partido liderado no Estado pela senadora Tereza Cristina e pelo governador Eduardo Riedel.
A confirmação foi feita pela própria senadora, que afirmou que a filiação deve ocorrer nesta terça-feira (31), durante reunião partidária com prefeitos, vice-prefeitos e pré-candidatos. Segundo ela, o acordo está praticamente concluído. “Está 98% certo. Falta ele assinar a ficha”, declarou nesta segunda-feira (30).
A decisão representa uma mudança de última hora. No início do mês, Dagoberto havia anunciado permanência no PSDB após reunião em Brasília com o presidente nacional da sigla, Aécio Neves, quando garantiu que seguiria no partido para fortalecer a formação de chapas competitivas nas eleições.
Com a saída do parlamentar, o PSDB volta a enfrentar incertezas na montagem de candidaturas para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Dos três deputados federais eleitos pela legenda, dois já confirmaram saída. Na última sexta-feira (27), Beto Pereira anunciou filiação ao Republicanos.
Impacto no PSDB
Apesar de ter conseguido conter a saída de deputados estaduais nas últimas semanas, o partido pode ter dificuldades nas articulações regionais após as mudanças na bancada federal.
O deputado estadual Pedro Caravina afirmou que solicitou reunião com a direção nacional da sigla para discutir a reorganização partidária. Segundo ele, ainda é possível formar chapas competitivas, embora sem nomes considerados “medalhões”.
Futuro de Geraldo Resende
A saída de Dagoberto também influencia diretamente o futuro político do deputado federal Geraldo Resende. Ele já havia sinalizado que deixaria o PSDB caso colegas abandonassem o partido.
Nos bastidores, Resende avalia convites de diferentes legendas. Para permanecer no grupo político alinhado ao governo estadual, a tendência é de filiação ao Republicanos, embora também tenha sido sondado pelo União Brasil e pelo PV.
Caso opte pelo PV, federado ao PT, o deputado teria que deixar o bloco governista em Mato Grosso do Sul, onde atuou inclusive como secretário estadual.
A movimentação ocorre em meio às articulações para as eleições estaduais e nacionais, que seguem sendo redefinidas com as trocas partidárias permitidas durante a janela eleitoral.




















