
anqueiro investigado por fraudes financeiras no Banco Master tem autorização judicial para ser conduzido ao Senado, mesmo sob prisão preventiva
O banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente em Brasília, permanece no centro das atenções do Congresso Nacional, onde deve prestar depoimento em três comissões: a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado. A expectativa dos parlamentares é que, mesmo detido, Vorcaro esclareça as suspeitas de fraudes financeiras que envolvem a venda de títulos de crédito considerados falsos, ligados principalmente ao Banco Master.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que vai solicitar ao ministro do STF André Mendonça que revise a decisão que tornou facultativa a participação de Vorcaro no colegiado. “Diante da autorização judicial para condução ao Senado, não há razão para que ele deixe de comparecer à CPMI, que investiga fatos diretamente ligados a este escândalo”, disse Viana.
Vorcaro foi preso preventivamente na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, e transferido para a Penitenciária Federal de Brasília por determinação do ministro do STF. Segundo a Polícia Federal, o banqueiro ficará sob regime mais rígido de isolamento, após denúncias de que, mesmo em prisão domiciliar, teria monitorado adversários, jornalistas e influenciado conteúdos em redes sociais para politizar o caso.
Na CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), a expectativa é manter o depoimento na próxima semana, apesar da nova prisão. Calheiros ressaltou que o depoimento de Vorcaro havia sido autorizado anteriormente e que a comissão pretende insistir na participação do banqueiro.
A defesa do investigado informou que ainda analisa a situação para definir como os depoimentos serão prestados, levando em consideração o regime de prisão. A CPI do Crime Organizado, presidida pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ainda não se manifestou sobre a presença de Vorcaro.
As investigações apuram possíveis fraudes no Banco Master, incluindo pagamento a influenciadores digitais para direcionar críticas ao Banco Central e o vazamento de contratos e serviços com autoridades públicas, possivelmente com o objetivo de intimidar envolvidos.



















